Vinte e sete anos....
Sentença? Maldição? Destino? Acho que não. Apenas uma lamentável coincidência. Poderia ser aos vinte e quatro ou trinta e dois, a inadequação à vida é a mesma. Amy Winehouse, Janis Joplin, Jim Morrison, Jimi Hendrix, Kurt Cobain, e outros tantos anônimos que deixaram a vida precocemente. Por aqui, pra lembrar artistas famosos podemos citar Raul Seixas, Elis Regina, Cássia Eller, e apesar de terem perdido a vida para a AIDS, cabe também citar Cazuza e Renato Russo. O que todos eles têm em comum, além da passagem inexorável da morte? A vida. Vida turbulenta de quem não cabe em si. Vida masoquista de quem não se enquadra. Vida triste de quem não vislumbra o fim do túnel. Vida louca de quem tem muito a dizer, mas não para pra escutar. Vida só de quem não coexiste. Tormento!
Conheci gente assim, todos conheceram. Talvez o que mate mais rápido aqueles que têm fama, seja a própria fama. Os olhos de todos voltados para um ser que não se entende nem com o espelho. A necessidade de dar explicações e exemplos. É muita pressão. Muitos seguidores. Muita badalação.
Gênios ou loucos? Seres à frente de seu tempo ou meros bodes expiatórios de uma sociedade que exige seus heróis, ou mártires. Não sei a resposta. Mas me inquieta algumas dessas figuras. Sinto uma aflição por elas nunca transparecerem paz. Foram torturas ambulantes. Viver era torturante, era insuportável. Por isso se drogavam, chapavam todas, se entupiam de medicamentos sem medo de não acordar amanhã? Pode ser.
Os grandes talentos, extraordinárias mentes associadas a almas sensíveis e frágeis talvez não vinguem mesmo. Ou quem sabe faltou apenas um pouquinho de afeto e ternura, um porto seguro, uma mão estendida.
Deixam essa vida e entram para a história. Eternizam-se em canções, escritos, atuações. E seguem tentando de novo. Eu acredito.
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