Devagar, mas com imperiosa fúria
Na sesta imposta à humanidade
A natureza renasce!
Entre rios, mares e lagoas
Antes afogadas em partículas estranhas
Que asfixiavam os seres viventes
A existência pululante brota
E regurgita pro pobre sapiens
Toda a sua majestade roubada
Há milhares de milhares de anos.
O horizonte tal qual nunca visto
Desponta sem traços de cinzas e gases
Fazendo as retinas tão donas de tudo
Admirarem-se de tão belo espetáculo.
Bichos e verdes, terras e águas se unem
Numa anarquia com ares quiméricos
Celebrando o castigo infligido ao monstro.
A Terra respira, em liberdade enfim
Ajeita a casa, refaz arranjos, recria
Mostra de novo o caminho a seguir.
É preciso retirar as vendas que cegam!

Belo e profundo. Boa
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