Romualda, Rumalda, Mana, Dinha Mada, Dinha, Tia Romualda, Tia Mamada, Danda, Titia! As formas de lhe chamar foram muitas, assim como os chamados que ouviu e atendeu! Abdicou de sua própria história para cuidar dos seus! Sua família, seu tesouro! Do seu jeito meio bravo, meio seco; às vezes manso, às vezes rude, mas sempre terno, deixou doces lembranças na memória de todos nós, que hoje sentimos sua falta. Com um agrado (uma quitanda, uma macarronada no domingo, um doce de laranja com rapadura, um mingau de fubá para curar enjôo, um caminho de mesa de crochê para o enxoval, uma cama bem arrumada cheia de cobertor...) ou mesmo com uma reprimenda e uma cara fechada, foi o esteio da família desde que se entendeu por gente. Foi a primeiro-ministro que ditava as normas de comportamento, a guardiã das tradições de um tempo que lembrava com saudades e a memória de inúmeras histórias que agora se calam para sempre. Foi uma filha dedicada, uma irmã incansável e uma tia querida de três gerações de sobrinhos! Além disso, mesmo sem ter tido filhos, muitas vezes ocupou o papel de mãe, de avó e até de bisavó. Se a maior prova de amor é doar a vida pelo irmão, reconhecemos que amou muito, e pode levar a certeza de que foi muito amada!
Hoje diante de sua partida, sentimos o fim de uma etapa da vida. A nossa Carmo da Mata perdeu um pouco da graça e da razão, a família perdeu sua última unanimidade. Sabemos que precisava ir. Entendemos que não poderíamos tê-la para sempre e que para quem trabalhou duro uma vida inteira, a imobilidade numa cama já não lhe fazia justiça. Estamos tristes pela saudade e pelo vazio que deixou em nossas vidas, mas apesar da dor da perda, podemos nos alegrar com as muitas e boas lembranças que nos deixou e com a certeza de que seu caminho será de paz e luz! Não poderemos mais ouvir a sua benção, mas agradecemos por a termos recebido tantas vezes. Obrigado e que Deus lhe abençoe!
Um beijo.

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