Eu ainda era criança quando “A banda” passou em minha vida e junto com ela, embalando brincadeiras e por vezes o sono, vieram a “Carolina”, “A Rita”, “Olé, Olá”. Cresci ouvindo “Roda viva”, “Com açúcar e com afeto”, “ Quem te viu, Quem te vê” e “ A noite dos mascarados”. Sonhei ao som de “João e Maria”, “ Mulheres de Atenas”, “ Valsinha”. Emocionei-me com o “Funeral de um Lavrador”, “Umas e outras” e o “ Meu guri”. Indignei-me com a “Geni”. Apaixonei-me com “Olhos nos olhos” e “Trocando em miúdos” me desiludi fazendo coro ao “ Samba do grande amor”. Aprendi com “Construção”. Rebelei-me cantando aos quatro ventos que “Apesar de você” a esperança “Vai passar”. Contestei com “Cálice” e com “Meu grande amigo” entendi que a vida nem sempre pode nos dar o que queremos. Amei “Sem fantasia” vivendo o “Cotidiano” do “Pedro Pedreiro” e de outras tantas estórias iguais à “ Minha História”. Questionei “O que será?” e não obtendo respostas, cheguei a desejar dizer “Bye,bye, Brasil”.
A genialidade ora sutil, ora escancarada de Chico Buarque de Hollanda, consegue traduzir todas as nuances da alma do povo brasileiro. Seja pura diversão, questões sociais, ideais políticos. Seja para retratar a mulher, o sofrimento, o amor ou a vida comum de cada dia.
Suas palavras ao contrário de sua figura, não são discretas nem tampouco tímidas. Suas palavras assim como sua música são mágicas e perfeitas.
A obra de Chico é um presente aos ouvidos, um conforto ao coração, um aconchego à alma, um hino à liberdade e um convite a desvendar as belezas presentes na vida de cada um de nós!

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