No Big Brother Brasil 10, o participante Marcelo Dourado prestou um desserviço à saúde pública fazendo uma afirmação errônea sobre a transmissão do vírus HIV, causador da AIDS. Houve até um esclarecimento do Ministério da Saúde para desfazer qualquer equívoco e informar corretamente os mecanismos de transmissão da doença, que ainda é um grande problema no Brasil e no mundo.
Esse fato é relevante, pois mesmo depois de quase 30 anos do surgimento da AIDS, com inúmeras campanhas publicitárias de conscientização, ainda perduram informações erradas que põe em risco a saúde da população. E o pior é que essas falsas informações são ditas por formadores de opinião, pessoas que agregam seguidores ou admiradores, principalmente entre jovens e adolescentes em busca de modelos ou ídolos.
Se um homem maduro, de 36 anos, com formação superior, participando de um programa de televisão com uma audiência monstruosa, pensa de forma tão errada, imagina os adolescentes e jovens que iniciam sua vida sexual!
Infelizmente a AIDS passou a ser apenas mais uma doença sexualmente transmissível, sem a aura de pavor que tinha há alguns anos. A verdade é que, com o advento de drogas eficazes para reduzir a carga viral no organismo, os soropositivos passaram a ter uma vida normal e puderam voltar ao mercado de trabalho e a vida social sem despertar medo ou preconceito. Grande conquista! Mas é bom deixar claro que o perigo não passou, que a AIDS ainda não tem cura e que os portadores do vírus são transmissores em potencial.
Portanto, todo o cuidado é pouco! Apesar das campanhas em prol do sexo seguro serem concentradas na época do carnaval, o perigo não tem tempo e requer proteção contínua.
Segundo os dados do Ministério da Saúde, os casos notificados de AIDS continuam a crescer. Não existe mais grupo de risco e sim comportamento de risco. Os dados mostram um aumento de soropositivos entre mulheres, devido à liberação sexual e ao desconforto em exigir do parceiro o uso do preservativo; entre idosos, devido aos medicamentos contra impotência; e entre adolescentes, devido à precocidade sexual e à falta de informações corretas. Ninguém está livre desse pesadelo! Apesar da eficácia dos medicamentos, o tratamento deve ser rigoroso e tem efeitos colaterais; e ainda tem casos de morte em decorrência do vírus. Mesmo aqui em nossa cidade, tão pequena e pacata, há casos confirmados da doença e os soropositivos não tem nenhuma inscrição ou marca que os diferencie de pessoas saudáveis. Não quero incutir preconceito em ninguém, pelo contrário. Essas pessoas têm direito a uma vida normal, ao trabalho, ao amor. Minha intenção é alertar! A única e eficaz forma de prevenção é a informação! Pois então vamos nos informar e informar nossos filhos, pais, amigos, alunos, vizinhos, etc.
Informações no site: WWW.aids.gov.br
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