Foi dada a largada! De agora até outubro estaremos assistindo a uma verdadeira guerra para a conquista de nosso voto. O futuro do país está em nossas mãos e depois teremos quatro anos para vermos e sentirmos as conseqüências de nossas escolhas. Portanto, diante de tanta responsabilidade, venho mais uma vez pedir consciência e sabedoria na hora de escolher nossos representantes no executivo e legislativo de nosso Brasil.
Esse ano houve uma conquista inédita e que poderá nos auxiliar na limpeza política que esse país tanto necessita: a aprovação da lei da Ficha Limpa. Mas como em tudo por aqui, podemos esperar manobras de toda ordem para driblar a lei e permitir que os maus políticos se candidatem e que se elejam. São infinidades de recursos impetrados por aqueles que querem manter sua boquinha, a despeito dos processos que respondem na justiça. Apesar de a lei prever prioridade no julgamento desses recursos, tenho sérias dúvidas de que nossa justiça conseguirá extinguir da lista de candidatos, todos aqueles que deveriam estar fora do cenário político nacional, quiçá na cadeia. Mas como boa brasileira, tenho esperanças de melhoras, mesmo porque é difícil que fique pior do que já está.
Só para reforçar, a lei eleitoral está mais rigorosa e proíbe várias práticas que eram comuns em eleições anteriores. As notícias nos dão conta que os candidatos à presidência Dilma Roussef (PT) e José Serra (PSDB) já foram autuados várias vezes por propaganda indevida, inclusive nosso querido e afoito Presidente Lula também recebeu diversas multas por divulgar a campanha de sua candidata antes do prazo permitido. Isso nos leva a pensar o quão difícil é fazer cumprir a lei nesse país. O brasileiro não tem o hábito de fiscalizar e de se inteirar das leis vigentes no país, aí fica fácil para aqueles que a conhecem e querem infringi-la. Portanto é bom lembrar que estão proibidos showmícios, qualquer propaganda paga em TV e rádio, brindes de qualquer ordem (camisetas, bonés, chaveiros, etc), outdoors, propagandas em áreas públicas (ruas, praças, jardins) e de uso comum (bares, restaurantes, teatros, cinemas) e o velho hábito de compra de votos, seja com dinheiro ou favores, que por sinal configura crime eleitoral. Sabendo disso podemos e devemos acompanhar tranqüila e atentamente o desempenho dos candidatos, suas propostas de governo, sua vida pregressa, sua performance nos debates agendados, seus aliados políticos. Devemos avaliar a metamorfose que acomete os candidatos na campanha, não a mudança física, que em alguns casos é até bem vinda, mas a metamorfose moral, pois ninguém vira santo da noite para o dia.
Que Nossa Senhora Aparecida nos ajude e que ilumine a consciência de cada eleitor.
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