Fomos às urnas no ultimo domingo, dia 3, para exercer nosso sagrado direito de voto. Algumas surpresas no resultado, muita renovação no legislativo e verdadeiros disparates políticos, marcaram essas eleições. Começando pela eleição, com mais de 1 milhão e 300 mil votos, do palhaço Tiririca. Considero-me uma pessoa otimista, e acredito que ainda estamos caminhando no processo democrático, por isso só posso crer que essa votação tão expressiva em um candidato tão inusitado, só pode ser uma forma de protesto da população paulista contra os maus políticos que infestam o cenário nacional. Será? Tomara! E o palhaço de profissão corre o risco de não poder assumir por ser analfabeto, será que é ele mesmo o palhaço?
Outro fato que parece ter saído de um programa humorístico de muito mau gosto, foi a candidatura ao governo do Distrito Federal, da esposa de Joaquim Roriz, Weslian Roriz, no lugar do marido, barrado pela lei da ficha limpa. Não é possível que uma manobra desta, tão escancaradamente absurda, tenha respaldo entre os eleitores, que levaram a candidata paraquedista ao segundo turno. Muito preocupante! Isso nos mostra o quanto nosso povo é despreparado ao exercer sua cidadania. Que apesar das evidências de corrupção, o povo continua hipnotizado por algumas figuras populistas e demagogas. E mais ainda, que essa situação não vai mudar, enquanto uma séria política pública não for implantada na educação. Enquanto faltar coragem e vontade política aos nossos governantes, para enfrentar um povo esclarecido, continuaremos assistindo esses espetáculos grotescos, protagonizados por aqueles que têm sede de poder e por ele fazem qualquer negócio.
Mas a corrida ainda não terminou, teremos ainda o segundo turno. Mais propaganda eleitoral gratuita, mais debates, mais promessas, mais gastos milionários. Vale tudo para eleger o novo Presidente da República, cargo máximo da nação e o maior posto que um político possa almejar. Só gostaria de entender o porquê de ex-presidentes brasileiros voltarem a se candidatar a cargos legislativos. Só vemos isso por aqui. Eta Brasil!!!
Enfim, vamos continuar atentos e torcer para que, nessa reta final, possamos ouvir mais verbos conjugados no futuro que no passado. E quem sabe nas próximas eleições, daqui há 4 anos, possamos dar mais alguns passos rumo à uma política mais séria, sem palhaços e sem condenados. Que ser ficha limpa seja um pré- requisito, uma obrigação moral e não um favor à população!
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