Texto publicado no Estado de Minas, dia 1º/12, e no jornal O Tempo, dia 7/12/2010.

A violência nas escolas contra professores, ao contrário o que diz a SEE/MG, não é feita por casos isolados, mas se configura como uma prática comum nos dias de hoje. Vivemos numa situação de constante tensão, pois nossos alunos estão cada dia mais sem limites e sem noção de certo e errado. Não prego a hierarquia autoritária, mas o mínimo de respeito à autoridade de um mestre, dentro da sala de aula, tem que ser cobrada. Se educamos adolescentes e jovens para a vida, como será quando eles tiverem que enfrentar o mundo fora dos muros da escola? Não podemos fazer vista grossa às atrocidades vividas todos os dias pelos educadores, com agressões verbais de toda ordem, porque na maioria dos casos de violência física, a agressão sofrida é o cume de um processo que já começou há muito tempo.
Infelizmente somos a parte mais frágil dessa corda. Os alunos têm direitos demais e nem sequer podemos cobrar-lhes seus deveres de estudantes com rigor, pois o insucesso de todos os alunos, mesmo os mais indolentes, recai sobre os ombros do professor. Nossa avaliação de desempenho, tão alardeada pelo governo como meritocracia, está atrelada ao número de alunos evadidos da escola e à quantidade de baixo desempenho dos estudantes, mesmo que tudo tenha sido tentado. E o mais interessante é que não vemos nenhum movimento do governo em melhorar o atendimento a essa clientela. As escolas não contam com nenhum profissional que possa auxiliar no diagnóstico de problemas sociais, envolvimento com drogas e outros fatores de risco social. Projetos são lançados sem a mínima preocupação com infra- estrutura das escolas, como por exemplo, a escola de tempo integral. O que vemos são alunos especiais, jogados em instituições sem a menor capacidade de acolhê-los adequadamente.
Portanto, a violência sofrida por profissionais de educação, é o resultado de uma política educacional equivocada e incoerente, que privilegia números, abarrota as escolas de papéis a serem preenchidos, cobram condescendência dos educadores para com os educandos, tiram a autonomia das escolas e culpa os professores por todo o mal, inclusive das agressões das quais são vítimas.
Torno a afirmar que o magistério é uma profissão em extinção. Os jovens que vão enfrentar o mercado de trabalho hoje, tem um leque de opções muito amplo e muito promissor. Quem vai querer entrar numa escola com vários ideais e passar toda a sua vida profissional brigando pelo mínimo de dignidade?
A violência nas escolas contra professores, ao contrário o que diz a SEE/MG, não é feita por casos isolados, mas se configura como uma prática comum nos dias de hoje. Vivemos numa situação de constante tensão, pois nossos alunos estão cada dia mais sem limites e sem noção de certo e errado. Não prego a hierarquia autoritária, mas o mínimo de respeito à autoridade de um mestre, dentro da sala de aula, tem que ser cobrada. Se educamos adolescentes e jovens para a vida, como será quando eles tiverem que enfrentar o mundo fora dos muros da escola? Não podemos fazer vista grossa às atrocidades vividas todos os dias pelos educadores, com agressões verbais de toda ordem, porque na maioria dos casos de violência física, a agressão sofrida é o cume de um processo que já começou há muito tempo.
Infelizmente somos a parte mais frágil dessa corda. Os alunos têm direitos demais e nem sequer podemos cobrar-lhes seus deveres de estudantes com rigor, pois o insucesso de todos os alunos, mesmo os mais indolentes, recai sobre os ombros do professor. Nossa avaliação de desempenho, tão alardeada pelo governo como meritocracia, está atrelada ao número de alunos evadidos da escola e à quantidade de baixo desempenho dos estudantes, mesmo que tudo tenha sido tentado. E o mais interessante é que não vemos nenhum movimento do governo em melhorar o atendimento a essa clientela. As escolas não contam com nenhum profissional que possa auxiliar no diagnóstico de problemas sociais, envolvimento com drogas e outros fatores de risco social. Projetos são lançados sem a mínima preocupação com infra- estrutura das escolas, como por exemplo, a escola de tempo integral. O que vemos são alunos especiais, jogados em instituições sem a menor capacidade de acolhê-los adequadamente.
Portanto, a violência sofrida por profissionais de educação, é o resultado de uma política educacional equivocada e incoerente, que privilegia números, abarrota as escolas de papéis a serem preenchidos, cobram condescendência dos educadores para com os educandos, tiram a autonomia das escolas e culpa os professores por todo o mal, inclusive das agressões das quais são vítimas.
Torno a afirmar que o magistério é uma profissão em extinção. Os jovens que vão enfrentar o mercado de trabalho hoje, tem um leque de opções muito amplo e muito promissor. Quem vai querer entrar numa escola com vários ideais e passar toda a sua vida profissional brigando pelo mínimo de dignidade?
Júnia, após ler seu texto veio a morte trágica do professor de Educação Física em Bh. Lastimável. Inexplicável.
ResponderExcluirAté o momento não consigo digerir esse crime brutal.
Seu texto mostra claramente a realidade dos docentes em nosso país. Sinto-me indignada.
Que bom encontrar seu blog, agora poderei ler seus posts.
Um grande abraço..