Um dos pupilos dos governos Lula/Dilma é o Programa Bolsa Família, que como todos sabem, pagam às famílias com renda per capita até R$140, 00, um auxílio monetário. A contra partida dessas famílias cadastradas no programa, é a de manter seus filhos na escola com freqüência superior a 80% das aulas e a de vaciná-los. Bom, que esse programa foi a salvação de muitas famílias em pobreza extrema, não duvidamos. Mas, como tudo em nosso país, o Programa foi alvo de desvios absurdos. Várias famílias recebem o benefício sem precisar e os jornais nos dão conta de políticos mineiros cadastrados no programa. Esses fatos nos remetem à famosa Lei de Gerson (“Levar vantagem em tudo, certo?”) que infelizmente regem a conduta de grande parte dos brasileiros.
A corrupção que tanto condenamos na esfera política, está disseminada como praga em nossa cultura. Os valores desviados no alto escalão da administração pública são enormes, viram noticia em rede nacional, mas nas pequenas repartições, nos pequenos municípios, vemos comportamentos igualmente condenáveis e nocivos ao país.
Quantas vezes cobramos ferozmente nossos direitos, sem nos dar conta que não cumprimos nossos deveres corretamente? Se ocuparmos um cargo, recebermos por ele e não cumprirmos suas prerrogativas estamos sendo corruptos. Se nos beneficiamos de programas públicos sem necessidade real, estamos sendo corruptos. Se nos apropriamos indevidamente de pequenas coisas, estamos nos corrompendo. Se infringimos pequenas regras, estamos sendo corruptos. Se qualquer governante indica pessoas sabidamente não qualificadas para qualquer cargo, está sendo corrupto. Portanto, o conceito de corrupção é mais amplo do que imaginamos e todos os escândalos a que assistimos ultimamente são frutos da falta de ética cotidiana a qual todos nós estamos expostos e não raro protagonizamos.
Acredito como otimista incorrigível, que tudo isso pode mudar. E a única forma de mudança possível é através da educação. Somente um povo educado, ética, moral e culturalmente, será capaz de banir comportamentos vis de sua vida, sua comunidade e seu país. Essa transformação é mais pessoal do que comunitária. Se vivermos com ética, seremos exemplos para nossos filhos e alunos. Se julgarmos com medidas diferentes os atos alheios e os nossos, estaremos a um passo da corrupção. Portanto vale nesse caso a máxima da ecologia: “Pensar globalmente e agir localmente”.
Criticar é preciso, cobrar lisura dos nossos representantes políticos é legítimo, formar opinião sobre os acontecimentos é correto, mas devemos sempre olhar primeiro para nós mesmos e para nosso entorno.
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