"Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada ... É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio, palavra indireta, aviso na esquina.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
“Dormia
A nossa Pátria mãe tão distraída Sem perceber que era subtraída Em tenebrosas transações.”
CHICO BUARQUE DE HOLLANDA
Tenho grande interesse nos assuntos sobre o período de Ditadura Militar no Brasil, aliás mais que interesse, esse momento da história recente do Brasil me desperta sentimentos apaixonados. Sinto até uma certa nostalgia de um tempo que não vivi, de um tempo em que todos estavam lutando pela mesma liberdade, mesmo com verdades diferentes.Claro que é uma visão romanceada, de uma idealista incorrigível,talvez uma lacuna que ficou em minha geração, que se tornou meio alienada politicamente, por forças das circunstâncias e pelo reflexo da própria ditadura.
Hoje não acredito no comunismo como solução para as injustiças sociais que vivemos , opinião corroborada pelos tantos fracassos que se amontoaram na história política mundial nos últimos anos.
Mas o que me traz aqui hoje é a história que tanto me assombra e fascina, sendo contada em uma novela no SBT. Tentei assistir a vários capítulos, mas não deu. Talvez ainda tenha um certo preconceito com a emissora do carnê do Baú, ou ainda esteja muito contaminada com a visão global(da rede Globo mesmo) de fazer novelas. O fato é que a novela não se desenrola, os diálogos são simplórios e óbvios demais, o cenário é precário, as cenas de tortura são exploradas demais e a trilha sonora é um amontoado de hinos da época jogados sem nenhum cuidado.
Não sou crítica de arte, tampouco me considero apta a dar opiniões acertadas sobre qualquer que seja a criação artística, mas falo como telespectadora. Nem mesmo os bons atores do elenco são convincentes. É uma pena! Esperava de verdade um trabalho melhor. O amor é contado melhor por Dona Íris Abravanel, catapultada à condição de novelista da emissora, e a revolução ainda é melhor entendida nos inúmeros livros e filmes que falam do assunto.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
“Dormia
A nossa Pátria mãe tão distraída Sem perceber que era subtraída Em tenebrosas transações.”
CHICO BUARQUE DE HOLLANDA
Tenho grande interesse nos assuntos sobre o período de Ditadura Militar no Brasil, aliás mais que interesse, esse momento da história recente do Brasil me desperta sentimentos apaixonados. Sinto até uma certa nostalgia de um tempo que não vivi, de um tempo em que todos estavam lutando pela mesma liberdade, mesmo com verdades diferentes.Claro que é uma visão romanceada, de uma idealista incorrigível,talvez uma lacuna que ficou em minha geração, que se tornou meio alienada politicamente, por forças das circunstâncias e pelo reflexo da própria ditadura.
Hoje não acredito no comunismo como solução para as injustiças sociais que vivemos , opinião corroborada pelos tantos fracassos que se amontoaram na história política mundial nos últimos anos.
Mas o que me traz aqui hoje é a história que tanto me assombra e fascina, sendo contada em uma novela no SBT. Tentei assistir a vários capítulos, mas não deu. Talvez ainda tenha um certo preconceito com a emissora do carnê do Baú, ou ainda esteja muito contaminada com a visão global(da rede Globo mesmo) de fazer novelas. O fato é que a novela não se desenrola, os diálogos são simplórios e óbvios demais, o cenário é precário, as cenas de tortura são exploradas demais e a trilha sonora é um amontoado de hinos da época jogados sem nenhum cuidado.
Não sou crítica de arte, tampouco me considero apta a dar opiniões acertadas sobre qualquer que seja a criação artística, mas falo como telespectadora. Nem mesmo os bons atores do elenco são convincentes. É uma pena! Esperava de verdade um trabalho melhor. O amor é contado melhor por Dona Íris Abravanel, catapultada à condição de novelista da emissora, e a revolução ainda é melhor entendida nos inúmeros livros e filmes que falam do assunto.
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