Queimem um exemplar da Bíblia e nada acontece; talvez somente uma manifestação pessoal de alguém que se sentiu ultrajado; talvez um pronunciamento de alguma autoridade cristã condenando o ato.
Queimem um exemplar da Tora e nenhum judeu vai massacrar famílias ou incendiar carros em vias públicas; talvez apenas lamentem a ignorância e a falta de respeito.
Queimem algum exemplar do Tripitaka, e talvez receba meditações e palavras doces de monges Budistas, a despeito da intolerância e da escassez de bom senso.
Queimem o Livro dos Espíritos e receba orações para que encontre seu verdadeiro caminho.
Queimem um exemplar do Alcorão e deflagrem uma guerra sangrenta, com vários inocentes mortos, prédios destruídos, instituições atacadas e o terror instalado em várias partes do mundo.
Em qual das atitudes podemos ver a total falta de discernimento, de respeito aos Direitos Humanos, à vida?
Lamentável e ultrajante o ato praticado pelo Pastor numa igreja da Flórida, mas inqualificável foi a manifestação dos afegãos!
Até quando muçulmanos irão aterrorizar o mundo em nome de um deus travestido de bábaro? Eles matam, torturam, bombardeiam, instalam a barbárie entre os seus e ao mundo, em nome de um deus cruel, que castiga, que perpetua a desigualdade de gênero, que exige sacrifícios imensuráveis, que cobra com mãos de ferro e que nunca perdoa!
Nesses tempos em que a humanidade grita por paz, atos tão insanos nos parecem surreais e contraditoriamente, muitas vezes não nos sentimos indignados nem ao menos tocados. Somos tão bombardeados com notícias de violência de toda ordem, que nossa sensibilidade está seletiva. Tragédias geograficamente distantes não merecem nossa atenção, tampouco nossas lágrimas; temos de estar alertas às tragédias e perigos que nos rondam.
Respeito é bom e todos gostam!
Que o verdadeiro Deus, que perdoa, que ama incondicionalmente, que não precisa de interlocutores tresloucados e que está muito além dos livros sagrados se compadeça de tanta bestialidade, de ambas as partes!
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