A privacidade que tanto prezamos em nossas vidas não faz parte da vida de nossos jovens.Twitter, Facebook, orkut e outras redes sociais recebem todos os tipos de desabafos, declarações, relatórios diários de atividades, enfim, está tudo escancarado, pra quem quiser ver, ouvir e saber. Essa é uma geração pública! Todos seus amores, problemas, dissabores é compartilhado com os amigos do mundo inteiro, em tempo real. Quais serão as consequências disto? Só o tempo irá dizer.
O mundo virtual chegou para ficar e não adianta ninguém espernear contra isso. É fato. Mas temos que ensinar aos mais jovens que a vida real continua. Que as relações humanas vão além de scraps, mensagens e depoimentos. É necessário saber conviver cara a cara, conversar de verdade, olhando no olho. É preciso amar de verdade e dizer isso ao pé do ouvido. No mundo virtual as declarações de amor se tornam fáceis e instantâneas, muito mais fácil escrever sozinho em seu quarto do que falar ao vivo; mas o que se escreve deve ser também a tradução de seu sentimento real, senão fica banal.
Sabemos hoje muito mais da vida alheia, mais até do que gostaríamos em certas ocasiões. Mas está tudo lá, postado e público. Uma das grandes vantagens nesse mundo paralelo é a facilidade com que reencontramos antigos colegas, amigos que o tempo levou pra mais longe, pessoas que fizeram parte de nossas vidas e as perdemos pelo viver. Podemos também nos comunicar com mais agilidade com aqueles que continuam por perto. Mas é preciso ter cuidado. As redes sociais já são uma forma de escolha de candidatos em algumas grandes empresas.
Que venha o novo, por Wireless, nuvem, dispositivos móveis, ipod, ipad, ou seja lá como for. Mas não esqueçamos, nem deixemos nossos jovens sem saber, que nada substitui o estar junto de verdade. E que um pouquinho de nós deve sempre ficar guardado dos olhos alheios. Já diziam as vovós: "cautela e canja de galinha não faz mal pra ninguém"!
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