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Anticultura




Nosso Brasil é um país de cultura rica, mas também milionário em anticultura. Respeito o espaço alheio e o direito de expressão de qualquer um, mas algumas coisas são inexequíveis, tais como Mulher fruta, mulher filé e outras aberrações do gênero, desfilarem impunes de celebridades. Ah! Como me envergonho! Assim como me enrubesce algumas letras de música funk, alguns programas de televisão onde pseudofamosos se exibem num tosco reality show, a elevação de jogadores de futebol aos patamares de reis, imperadores, fenômenos e outros adjetivos exagerados. Tem até jogador merecedor da Medalha Machado de Assis, máxima honraria da Academia Brasileira de Letras. Durma-se com um barulho deste! É verdade, Ronaldinho Gaúcho foi agraciado com este mimo, pelos relevantes serviços prestados à nação brasileira. Machado de Assis deve ter se revirado no túmulo!
Não se trata de preconceito, nem tampouco de desdém. Como disse antes, o mundo está aí pra todos e cada um cava seu espaço com as armas que acha mais conveniente. É só uma questão de sensatez. A César o que é de César, ao futebol as honras que lhe cabem (quem sabe a Copa 2014?), aos grandes artistas que se tornem célebres, aos grandes mestres as medalhas da ABL e contra os descalabros da TV, o controle remoto e a educação!

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