O cheiro de lenha que exala, a quem a avista de Alá
me apazigua a alma.
Lembro-me bem de criança, quando
inundada de paz e saudade,
a esperada placa avistava:
‘CARMO DA MATA A 5 km’.
Chegar era sorriso,
quitanda na casa azul,
melado com queijo fresco,
no jardim rouba bandeira,
a missa domingueira!
Lembro-me também de outrora,
enamorada, encantada...
O mesmo cheiro no ar,
a placa o tempo roubou.
Chegar era paixão,
serenata regada a sonhos,
esquina de sorvete, frescor de cachoeiras,
no jardim perdida em beijos,
descobertas do amor,
o futuro se desenhando.
Hoje no mesmo cheiro,
na mesma curva, não chego mais.
Hoje eu volto!
Me encanto cada vez mais com a suavidade de suas palavras. parabéns, Sol
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