“Feliz aquele que transfere o que sabe, e
aprende o que ensina” Coralina falou.
Profissão das senhorinhas,
que voltavam pra fazenda,
ensinar o alfabeto.
Profissão das moças ricas,
daquelas de família, que
com recato e linha dura,
ensinavam escrever.
Profissão pra lá de nobre,
doutores das faculdades,
prestígio e reverência,
detentores do saber.
Profissão para ser pobre,
remediado talvez,
opção pra ter emprego,
ter problema,
peleja que não tem fim.
Sempre quis ser professora,
sem fazenda, sem riqueza,
nem doutora, nem pobreza,
ainda hoje o quero ser,
não combino com outra lida.
Pois não tem dinheiro que pague,
e vale pra toda uma vida,
quando sem quê nem pra quê,
alguém te diz bem baixinho,
isso, aprendi com você!
E agora pensando nisso,
lembrei de um querido, saudade,
que a mim chamava ô fessôra,
e era chamado de mestre.
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