Queria escrever um poema,
que falasse de amor...
Desse microcosmo que nos faz insones,
nos faz dissidentes,
da vida sem graça.
Dessa onda hipnótica,
que nos aprisiona,
que nos exubera,
nos faz desatentos à imperfeição!
Queria escrever um poema,
que falasse de amor...
Desse universo inteiro, infinito,
que nos insinua,
e nos sugestiona,
e usurpa-nos a sensatez!
Desse lírico contraponto,
à vida necessária e tola.
Ninguém faz amor,
fazemos sexo, mero complemento.
O amor já nasce pronto!

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