Não sou Dalva nem cadente,
Minha estrela tem porte médio.
Vaidade, só o que basta,
Pra me entender com o espelho.
Não sou dada a salamaleques,
Meu mundo vive ao redor.
Calma? Não se enganem.
Fui talhada pra ser contida,
Meu vulcão nasceu extinto,
De grande esfuziamento.
Nasci no meio da mata,
cresci na selva de pedra,
vivo no meu lugar.
Da morte não tenho medo,
temo sim a incapacidade.
Não digo tudo o que quero,
não falo o que não precisa,
não sou cofre de rancor.
Adoro porta retrato,
sou doida por chocolate,
se posso, durmo até tarde.
A mesmice me incomoda,
não tenho religião,
Admiro a retidão.
Sei ser doce, quando sinto,
mas sou dura de natureza,
queria chorar mais fácil!
Na cronologia de ser,
vivo hoje o entardecer, e
se me for dada a riqueza,
de chegar a noite alta,
com saúde e lucidez,
queria ser bem velhinha,
dessas que contam história
e sossegam a alma!
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