Não há nessa nossa vida,
tantas vezes sem sabor,
uma emoção mais benfazeja,
que aquela de criar,
o que ainda ninguém pensou.
Pode ser um gol de placa,
um bem trabalhado retrato,
uma peça de madeira,
um artefato de barro,
um poema ou um rico bordado.
Naquilo que fabricamos,
imprimimos nossa essência,
que mesmo bem disfarçada,
se rende à evidência.
Na conexão das palavras,
nas cores embaralhadas,
no tronco bem entalhado,
ou na pedra bruta esculpida,
podemos ver sem demora,
a face do criador,
que se desnuda, e sem amarras,
derrama todo seu ardor!
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