Tamanho não possuía, mas
teimosia tinha de sobra.
O pezinho era infantil,
as mãos pequenas, ágeis
e sua presença era sutil.
Vivia em meio às panelas
de várias comidas servir,
tudo bem temperado,
coentro e pimentão.
Era dona de um armário secreto,
cheio de seus guardados
e pras crianças, um agrado.
Vaidosa, adorava cachos
mas seu cabelinho dourado,
insistia em lhe escorrer.
Tenho dela lembranças doces,
seu quarto cheirando a incenso,
que ainda anos após sua ida,
o mesmo aroma carregava.
Adorava presentear,
a cerveja, sua traquinagem,
e com o vidrinho de sacarina,
tentava seu mundo adoçar.
Suas risadas fáceis escondiam,
tristezas de um único amor.
Minha avozinha Quetina,
foi rainha da casa amarela,
e trazia um nome de flor!

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