Madrugada, noite calada.
Onde até o calor repousou,
e a vida trafega mais lenta,
sem semáforo e sem porvir.
Madrugada, clandestina.
Onde gente amedrontada,
desfila seus vícios pífios,
destila seu fel mortal.
Madrugada, insone.
Onde o tempo é estagnado,
e o relógio andando parado,
angustia no breu silêncio.
Madrugada, solidão.
Onde pensamentos tresloucados,
fazem planos endiabrados,
juram promessas todas pagãs.
Madrugada, paixão.
Onde amores, duetos plenos,
são santos, pecados,insanos.
exultam e desesperam.
Madrugada, noite anciã.
Dia menino, guri.
Cabem os dois em igual algarismo,
mas sem abraçar o sol,
a alvorada é ainda amanhã!

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