“Existirmos: a que será que se destina?” Quem ao longo da vida já não fez essa pergunta? Quando penso nisso, me vem a certeza de que há algo mais em nossa existência do que essa vidinha de fazer coisas. Não estamos aqui, num planeta de ínfima grandeza se comparado à dimensão do universo, por mero acaso. Acredito que fomos escolhidos para uma experiência divina, com o objetivo de evoluirmos espiritualmente. Nossa constituição humana, carne e ossos, não passam de um invólucro necessário à nossa sobrevivência terrena. Nossa essência real se encontra na alma. Seres infinitos, centelhas divinas, que estão aprendendo a amar. Nossa missão é amar! Incondicionalmente!
Fácil falar, dificílimo viver. Amar incondicionalmente pressupõe igualdade total. Somos todos iguais, estamos na mesma peleja, viemos com objetivos semelhantes, merecemos as mesmas oportunidades. Mas diante disso onde colocamos nosso preconceito, nossa prepotência e nossa arrogância? Como é fácil amar o belo, o perfeito, o correto! Complexo é amar o torto, o feio, o errante. Olhamos o outro verticalmente. Ora subjugamos, ora somos subjugados. Valorizamos o outro de acordo com critérios particulares. Estamos muito longe de vivermos a igualdade plena. E aí temos que aprender a respeitar!
Respeitar é aceitar que somos todos aprendizes. Não há verdades absolutas, nem certezas eternas. O que vivemos é fruto de nossos valores, daquilo que entendemos como correto. E aí se iniciam as diferenças. Se conseguíssemos viver em harmonia respeitando as diferenças, a paz mundial estaria garantida! Quantas mágoas e tragédias teriam sido evitadas apenas respeitando a diversidade de opinião, de hábitos, de crenças, de sentimentos. Mas todos nós, em algum momento, desrespeitamos as verdades alheias e tentamos impor as nossas. E mais uma vez precisamos aprender, a perdoar!
Perdoar é ter misericórdia. O perdão é amor incondicional. Quando perdoamos entendemos nossa condição humana. Apesar de sermos partes de um ser divino, somos limitados por sentimentos menores que trazemos em nós. Talvez se pudéssemos nos libertar desses sentimentos que nos amesquinham, como ódio, vingança, inveja, ciúme, rancor; viveríamos em plenitude tudo que nos foi entregue generosamente por Deus. Acredito que somos perfeitos, à semelhança de Deus, e o que nos torna imperfeitos é a falta de fé. A fé remove montanhas e tudo cura! Mas temos que aprender a crer!
Crer, confiar, entender, compreender, respeitar. Palavras que podem mudar os rumos de uma existência. Viemos a esse mundo para conviver. Viver com as pessoas que a vida generosamente nos brinda, e que são a fonte do aprendizado de que necessitamos. Portanto, abracemos essa possibilidade e feliz vida!

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