Texto publicado nos Jornais "O Tempo" e "Estado de Minas" dia 11/11/2011
Vivemos num país livre, onde o direito a protestos, desde que pacíficos, são garantidos. Viver num país livre é exercer direitos sim, mas em contrapartida cumprir deveres. Isso é básico e qualquer amante da democracia sabe e concorda certo? Infelizmente nem todos. E os que não concordam, o fazem por querer exercer direitos à revelia dos direitos alheios e não querem cumprir nada. Para esses indivíduos, liberdade é quando ele faz o que quer e repressão é quando alguém não permite. Assim é fácil.
O episódio da invasão da USP retrata muito bem esse tipo de cidadão, fruto de uma educação frouxa e sem limites. Estudantes que ocupam a reitoria de uma universidade e depredam o patrimônio público, protestando contra o policiamento na unidade e pela liberdade de fumar maconha sem serem incomodados. Durma-se com um barulho desses! Que o protesto fosse por qualquer outro motivo, ao destruírem equipamentos e instalações já perderam a razão. A mim parece um bando de jovens mimados dando pirraça por não serem atendidos em seus caprichos.
E o pior é que as escolas estão lotadas de crianças, adolescentes e jovens assim, rebeldes sem causa, vândalos e violentos motivados pelo simples fato de não terem seus desejos e vontades atendidos prontamente. Em todos os lugares do Brasil, os profissionais de educação convivem com episódios semelhantes, onde os pais são omissos e as autoridades são relapsas. Tudo é minimizado em nome dos direitos dos alunos e acabamos banalizando o absurdo. Geralmente só se busca soluções quando ocorrem tragédias. Mas é bom lembrar que atos extremos de violência não acontecem de uma vez. Os sinais são dados muito antes, mas a polícia não pode agir, a justiça não tem como intervir, o governo está mais preocupado com as eleições e os pais estão ocupados demais trabalhando para comprar computadores e celulares para seus filhos planejarem as próximas pirraças nas instituições de ensino do país.
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