Pular para o conteúdo principal

Atitude









Iniciamos mais um ano eleitoral. As articulações políticas já começaram, ministros irão se afastar para disputar as eleições em suas cidades e os partidos já discutem coligações e possíveis candidatos. Em nossa cidade não é diferente. Desde o final do ano passado os burburinhos já eram ouvidos em torno de prováveis candidatos à prefeitura e câmara municipal. E mais uma vez, é chegada a hora de escolher como queremos nosso município a partir do próximo ano.
Diante disso gostaria de levantar algumas questões. Será que não é chegada a hora de acabarmos com a política do disse- me- disse, das disputas mesquinhas, do joguinho de interesses pessoais e juntarmos forças em torno de problemas que atingem toda a população? Vivemos em uma cidade pequena que com vontade política e competência pode ser bem administrada. Temos problemas graves de infraestrutura, de saúde, educação e emprego que por muitos anos têm sido negligenciados pelos nossos governantes. Portanto venho aqui cobrar atitudes sérias daqueles que pleiteiam cargos políticos nas eleições municipais.
Àqueles que ocupam um lugar na Câmara de Vereadores cabe a sensibilidade de conhecer as necessidades do povo que representa e com presteza, retidão e coragem propor uma legislação que regulamente e resolva essas carências. O cargo de vereador não foi feito para promoção pessoal nem pode ser confundido com emprego público. O vereador está a serviço da população, não o contrário. Não queremos ver os senhores candidatos fazendo pequenos favores a alguns em troca de supostos votos, nem tampouco queremos vê-los acuados e sem ação diante do poder executivo, caso se elejam. Mostre-nos sua capacidade de trabalho antes de mostrar sua simpatia e sua influência social. Convença-nos de seus projetos pertinentes, compartilhe seu currículo de trabalho, invista em sua formação, antes de se apoiar em qualquer outra razão para pedir o voto de confiança do cidadão. Por favor, surpreenda-nos!
Àqueles que disputarem o cargo máximo da administração municipal, mostre ideias inovadoras e criativas! Convença-nos de sua capacidade de reger uma equipe competente. Mostre que tem brilho próprio, que conhece o chão que pisa e que não precisa de falso marketing. Demonstre-nos que acredita em si próprio, que é capaz de tomar decisões e que sua força emana de seu ideal, não de interesses alheios. Fale-nos de sua esperança, de seu amor pela cidade, de sua vontade de lutar, de seu conhecimento de causa, de seu apreço pela ética. Fale e diga! Se faça ouvir. Faça-nos acreditar que é possível sonhar com justiça social, com serviços básicos de qualidade, com o diálogo de ideias, com liberdade de expressão e com políticas públicas transparentes.
Àqueles que definirão os rumos destas disputas, fica a reflexão sobre a importância do voto. A qualidade dos políticos que decidirão nosso futuro está em nossas mãos. Se há bons ou maus no poder, passaram pela batuta de nossa escolha. Que possamos ter opções dignas de receber nossa confiança. E que o debate seja honrado e os resultados favoráveis à Carmo da Mata!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Quem somos nós?

  O que te move na vida? O que faz com que você se levante todos os dias? Trabalho? Família? Sonhos? Muitas vezes me pego pensando sobre o sentido de existir. Aliás, esse pensamento é uma de minhas obsessões e hoje me deparei com um poema da autora Michaela Schmaedel, que me trouxe novamente essa reflexão “ Tem de ter algo/mais nessa vida/do que trabalhar/doze horas por dia/depois sentar-se no/beiral do abismo e/descansar do cansaço extremo ”. Estamos inseridos em um tempo no qual valemos pelo que produzimos. Somos identificados pela nossa atividade profissional. Em qualquer espaço que precisamos nos apresentar, falamos nosso nome e o que fazemos para pagar os boletos. No mundo capitalista só existimos se contribuímos para a máquina de moer gente funcionar e à medida que diminuímos nossa produção, estaremos prontos para o descarte. Se somente a produção importa, quem somos nós para além de nossas atividades profissionais? O que sobra de cada um de nós quando não podemos mais ...

“Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?”

Outro dia me deparei com essa frase de Freud: ‘Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?’, e esta me atingiu feito um raio e me fez pensar e refletir sobre a mania que temos de nos queixar apenas. De tudo e de todos. Em casa, no trabalho, no lazer. Jogamos ao vento clamores e queixumes, muitas vezes tolos, e nos apiedamos de nós mesmos, pagando de vítimas indefesas, não raro, de nossas próprias escolhas. Reclamar é mais fácil que tomar a decisão de mudar o que nos incomoda. Que atire a primeira pedra quem nunca se comportou assim! Eu não ouso. Se olharmos bem lá no fundo, excetuando-se catástrofes naturais ou acasos trágicos, todas as desordens que vivemos são apenas consequências daquilo que fizemos antes, conscientes ou nem tanto, esperando ou não esses resultados. “A toda ação corresponde uma reação de igual (ou maior) intensidade e sentido contrário”, Terceira lei de Newton, lembra? Pois bem, a vida segue essa e outras leis e estamos todos a mercê d...

Exaustos

    A vida segue, sempre segue. Trôpega, caótica, inundada de notícias aterrorizantes e atitudes questionáveis, para dizer o mínimo. Mas também segue criando e cultivando bálsamos para amenizar a dor que assola a todos, oxalá. Sim, essa dor é de todos nós, seres humanos viventes nesses tempos estranhos, dentro do planeta Terra. Ou deveria ser. Aqueles que não se sentem pertencentes ao momento estão enquadrados nas atitudes questionáveis citada acima. Estamos cansados, exaustos. Outro dia ouvi de um especialista que o nome disso é fadiga pandêmica e que está descrito nos anais da ciência. Muitas vezes sentimos que estamos sozinhos nesse sentimento, mas não, podemos sossegar, formamos uma multidão de exaustos, tristes, ansiosos, depressivos. Tantas companhias se não nos consola, pode nos amparar. Como diz um amigo querido, viver um momento histórico não é fácil. E falando em momento histórico, sempre digo que a humanidade dá três passos pra frente e dois pra trás. Fato. So...