Suas ruas guardam histórias,
que repousam nos peitorais,
das janelas coloniais.
Sua praça de tanta beleza,
esconde em seus bancos banais,
amores, palpitações,
romances, todos iguais,
e individualmente especiais.
Sua avenida feita de pedras,
de assimetrias desconcertantes,
com seus largos passeios frondosos,
com seu noturno silêncio,
contam das vidas que lá passaram,
em passos retos ou tão errantes!
São tantas e tão ricas vidas,
loucos, heróis, intelectuais,
que sob as bênçãos da Virgem do Carmo,
selaram o destino de nosso cais.
Viajantes, imigrantes, descendentes
da primeira sesmaria,
teia que se entrelaça,
caminhos embaralhados,
difícil genealogia.
Arca de remotas aventuras,
saudades das elegâncias de outrora,
lembranças de pueris alegrias,
berço de histórias futuras!
Da mata já foi Boa Vista,
das Minas já foi, muitas vezes pioneira,
da Ermida já foi nomeada,
de filhos ilustres já se orgulhou,
e em minha vida ficou tatuada!

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