Texto publicado no Jornal Hoje em Dia, dia 26/07/2012
Perante a greve nas universidades federais, o governo acenou com um aumento de até 45% para os professores, que não acataram a proposta e decidiram pela continuidade do movimento. Ano passado os profissionais de educação de Minas paralisaram suas atividades por mais de 100 dias e acabaram retornando ao trabalho sem grandes avanços na carreira. Todos esses movimentos nos dizem que a educação no Brasil ainda tropeça na falta de investimentos em seus profissionais, principalmente no que diz respeito aos avanços na escolaridade. De acordo com o plano de carreira dos professores da rede pública estadual mineira, um professor de educação básica que ingresse na carreira hoje, mesmo que já possua título de doutor, só irá receber por ele daqui a 15 anos, no mínimo.
Diante disso, qual a motivação que um professor da educação básica terá para investir tempo, dinheiro e energia em sua carreira? Aqueles que por ventura se lançam nesta jornada acadêmica, muito provavelmente, irão voar para bem longe das escolas públicas, levando com eles a qualificação que poderia modificar o cenário da educação pública brasileira. E quem irá ficar? Aqueles em fim de carreira, esperando a aposentadoria; aqueles que veem o magistério como única opção de trabalho; aqueles que se acomodam na estabilidade de um emprego público e aqueles idealistas, que mesmo minoria, ainda lutam por uma escola pública de qualidade.
Dos jovens que agora escolhem seu caminho, somente uma mínima parte pensa em licenciaturas. Nem mesmo as vantagens oferecidas pelo governo são capazes de mudar esse quadro obscuro que se anuncia. A falta de professores será uma realidade. Não há como convencer alguém, ante a um leque tão amplo de opções, que brigar por reconhecimento durante toda a vida profissional vale a pena.
Há estudos que apontam que a má qualidade das escolas não está diretamente relacionada com a questão salarial de seus profissionais. Concordo que esse não é o único problema, que ainda existe um abismo entre a escola ideal e a real e que, apesar de podermos comemorar algum avanço, há ainda um longo e tortuoso caminho a percorrer. Mas valorizar os esforços de seus profissionais em buscar novos conhecimentos já seria um grande passo, talvez uma jogada de mestre!
Perante a greve nas universidades federais, o governo acenou com um aumento de até 45% para os professores, que não acataram a proposta e decidiram pela continuidade do movimento. Ano passado os profissionais de educação de Minas paralisaram suas atividades por mais de 100 dias e acabaram retornando ao trabalho sem grandes avanços na carreira. Todos esses movimentos nos dizem que a educação no Brasil ainda tropeça na falta de investimentos em seus profissionais, principalmente no que diz respeito aos avanços na escolaridade. De acordo com o plano de carreira dos professores da rede pública estadual mineira, um professor de educação básica que ingresse na carreira hoje, mesmo que já possua título de doutor, só irá receber por ele daqui a 15 anos, no mínimo.
Diante disso, qual a motivação que um professor da educação básica terá para investir tempo, dinheiro e energia em sua carreira? Aqueles que por ventura se lançam nesta jornada acadêmica, muito provavelmente, irão voar para bem longe das escolas públicas, levando com eles a qualificação que poderia modificar o cenário da educação pública brasileira. E quem irá ficar? Aqueles em fim de carreira, esperando a aposentadoria; aqueles que veem o magistério como única opção de trabalho; aqueles que se acomodam na estabilidade de um emprego público e aqueles idealistas, que mesmo minoria, ainda lutam por uma escola pública de qualidade.
Dos jovens que agora escolhem seu caminho, somente uma mínima parte pensa em licenciaturas. Nem mesmo as vantagens oferecidas pelo governo são capazes de mudar esse quadro obscuro que se anuncia. A falta de professores será uma realidade. Não há como convencer alguém, ante a um leque tão amplo de opções, que brigar por reconhecimento durante toda a vida profissional vale a pena.
Há estudos que apontam que a má qualidade das escolas não está diretamente relacionada com a questão salarial de seus profissionais. Concordo que esse não é o único problema, que ainda existe um abismo entre a escola ideal e a real e que, apesar de podermos comemorar algum avanço, há ainda um longo e tortuoso caminho a percorrer. Mas valorizar os esforços de seus profissionais em buscar novos conhecimentos já seria um grande passo, talvez uma jogada de mestre!
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