Sou super fã da escritora gaúcha Martha Medeiros. Seus textos são enxutos, espirituosos, envolventes e ao lê-los, volta e meia lembro-me de um trecho da música de Milton Nascimento “Certas canções que ouço, cabem tão dentro de mim, que perguntar carece, como não fui eu que fiz”. E é muito recorrente esta sensação. Em todos os livros que já li, e principalmente os de crônicas, me pego silenciosamente exclamando: Bingo! É exatamente assim que sinto! Parece que ela leu meus pensamentos! Sintonia afinada.
Atualmente estou lendo o livro Feliz por Nada e assim como em todos os outros, novamente a sintonia acontece na maioria dos textos. A autora sempre diz em seus escritos que procura responder aos leitores que lhe mandam e-mails. Pois bem, vasculhei na internet e encontrei o email de contato da Martha do Jornal O Globo, onde ela tem uma coluna aos domingos. Ao começar a escrever a mensagem, me senti como uma adolescente frente a seu ídolo, meio sem palavras. O que dizer a ela? Afinal ela não sabe da minha existência e com certeza é uma pessoa muito atarefada. Mas escrevi a mensagem contando da identificação que sinto ao lê-la e para somente enviar um abraço. E ela me respondeu!
E ao receber sua resposta fiquei pensando que, se não houvesse todo esse avanço tecnológico, esse contato seria mais difícil. Claro que poderia investigar seu endereço e lhe mandar uma carta, mas pareceria mais invasivo e mais íntimo e com certeza daria mais trabalho. Mas um email é simples, rápido e de um dia para o outro me correspondi com a escritora que tanto admiro. Talvez eu lhe mande o link do meu blog e possa viver a honra de uma breve inversão de papéis, ela leitora, eu escritora. Quem sabe? Viva a comunicação virtual!
Guardando as devidas proporções, também já recebi mensagens de alguns leitores e a sensação é muito boa e dá sentido ao trabalho de escrever! E como me disse Martha Medeiros, a literatura exerce o feitiço de aproximar pessoas e deixá-las em sintonia.
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