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Namastê


O que você pensaria ao ouvir alguém exclamando: ”Eu sou o máximo!”? Certamente pensaria que se trata de uma pessoa arrogante e convencida. Mas, olhando por outro prisma, todos nós podemos dizer sem medo que somos o máximo, pois somos mesmo! Quem é que, em sã consciência, e absolutamente ciente de seus atos, seria menos que o máximo? Se não somos mais ou melhores é porque não podemos. Naquele momento, naquele contexto, somos o que podemos ser e agimos de acordo com essa possibilidade. Alguém discorda?

Tudo bem que avaliar e julgar as atitudes alheias é fácil. Sempre podemos vislumbrar outro caminho, outra atitude mais sensata ou coerente, desde que distanciados emocionalmente da questão. Racionalizar sobre os problemas dos outros é ótimo. Temos receita pronta e infalível, apontamos o rumo certo como uma bússola salvadora, e, se não seguem nosso conselho, podemos praguejar sem dó, “eu bem que avisei!”. Mas quando é conosco aí é diferente. Temos dúvidas, medos, expectativas e toda sorte de emoções. E nesse mosaico de sentimentos as respostas precisam ser construídas e pra isso temos que dar o máximo de nós.

Se pudéssemos nos distanciar de nossas vidas, talvez conseguíssemos avaliar melhor nosso caminho e fazer os ajustes necessários antes de ser tarde demais. Ou apenas nos colocar no lugar do outro pode nos fazer menos incisivos na hora de fazer julgamentos. Vamos nos exercitar então. Um bom começo é refletir sobre a saudação indiana Namastê, que significa um reconhecimento do deus interior do outro a quem se cumprimenta, o meu deus interior saúda o seu deus interior, ou somente “somos iguais”.Sem aprofundar em filosofias, acredito que foi exatamente para nos ensinar isso que Cristo veio à Terra.

Somos semelhantes, estamos no mesmo aprendizado, buscamos o mesmo final feliz. Portanto, somos mesmo o máximo! Nem sempre o máximo dos outros irá nos satisfazer, paciência. Nem seremos sempre aquilo que esperam de nós. Mas acreditar que cada um está sendo o máximo que pode naquele momento, já pode nos ajudar a abrandar o dedo em riste apontado para o erro do outro. Pra você, Namastê!

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