Pular para o conteúdo principal

Netiqueta



As regras existem, fato. E são necessárias para a boa convivência e para delimitar espaços. Algumas são inquestionáveis, umas exageradas, outras são arcaicas, outras ainda podemos transgredir sem causar grandes problemas, mas, precisamos delas para nos nortear e facilitar nossa coexistência. Acho que não seria legal vivermos em completa anarquia.

Bom, se cada lugar possui suas regras, além daquelas universais, o mundo virtual não é diferente. Pela imensidão da vida atrás das telas, no qual mergulhamos cada dia mais fundo, podemos quase tudo, mas precisamos seguir alguns princípios básicos. Até porque uma gafe cometida, uma palavra mal escrita ou uma imagem comprometedora que caia na rede, pode causar estragos que de virtuais nada tem.

As redes sociais são um palco público, onde podemos encontrar todo tipo de absurdo. Talvez por termos a equivocada sensação de anonimato, fala-se e mostram-se coisas que nem sempre são agradáveis ou pertinentes. Um festival de erros crassos de português se alastra como rastilho de pólvora, não que não podemos errar, pois nossa língua muitas vezes nos prega peças, mas o mínimo de concordância e cuidado vai bem.

Letras garrafais, escritas em caixa alta, são gritos desnecessários e irritantes. Abreviações criam novos verbetes, ortograficamente inexistentes e muitas vezes ininteligíveis. Acentos, pontuação e sinais gráficos são abolidos sem piedade, decifrar algumas mensagens se torna missão impossível. Palavrões e xingamentos agridem a quem lê, mas estão lá, postados para todos, merecedores ou não. Netiqueta, alguém já ouviu falar?

Netiqueta são regras de convivência para usuários da net. Como se comportar através de email, fóruns e redes sociais. Vale a pena dar uma olhadela e refletir. Não custa nada! Além de diversão e socialização, os espaços virtuais são usados profissionalmente por milhares de pessoas e empresas, e não pega nada bem uma secretária executiva com uma foto de biquíni em seu perfil; assim como não convém a um estagiário de olho na efetivação participar da comunidade ‘Odeio trabalhar’ ou ‘Queria matar meu chefe!’, nem tampouco a séria professora deve postar aquele vídeo onde está chapada e dançando na boquinha da garrafa! Bom senso é bom e gostamos.

Caso o mundo não acabe em dezembro, como vaticinaram os Maias, a comunicação virtual é um caminho sem volta. Portanto merece atenção, cuidado e cautela. Zelar pela nossa imagem e daqueles que amamos é um ato de responsabilidade e respeito. Caso as sombrias profecias se cumpram e tudo que conhecemos vá pelos ares, esqueça isso tudo e trate de salvar a alma!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Quem somos nós?

  O que te move na vida? O que faz com que você se levante todos os dias? Trabalho? Família? Sonhos? Muitas vezes me pego pensando sobre o sentido de existir. Aliás, esse pensamento é uma de minhas obsessões e hoje me deparei com um poema da autora Michaela Schmaedel, que me trouxe novamente essa reflexão “ Tem de ter algo/mais nessa vida/do que trabalhar/doze horas por dia/depois sentar-se no/beiral do abismo e/descansar do cansaço extremo ”. Estamos inseridos em um tempo no qual valemos pelo que produzimos. Somos identificados pela nossa atividade profissional. Em qualquer espaço que precisamos nos apresentar, falamos nosso nome e o que fazemos para pagar os boletos. No mundo capitalista só existimos se contribuímos para a máquina de moer gente funcionar e à medida que diminuímos nossa produção, estaremos prontos para o descarte. Se somente a produção importa, quem somos nós para além de nossas atividades profissionais? O que sobra de cada um de nós quando não podemos mais ...

“Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?”

Outro dia me deparei com essa frase de Freud: ‘Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?’, e esta me atingiu feito um raio e me fez pensar e refletir sobre a mania que temos de nos queixar apenas. De tudo e de todos. Em casa, no trabalho, no lazer. Jogamos ao vento clamores e queixumes, muitas vezes tolos, e nos apiedamos de nós mesmos, pagando de vítimas indefesas, não raro, de nossas próprias escolhas. Reclamar é mais fácil que tomar a decisão de mudar o que nos incomoda. Que atire a primeira pedra quem nunca se comportou assim! Eu não ouso. Se olharmos bem lá no fundo, excetuando-se catástrofes naturais ou acasos trágicos, todas as desordens que vivemos são apenas consequências daquilo que fizemos antes, conscientes ou nem tanto, esperando ou não esses resultados. “A toda ação corresponde uma reação de igual (ou maior) intensidade e sentido contrário”, Terceira lei de Newton, lembra? Pois bem, a vida segue essa e outras leis e estamos todos a mercê d...

Exaustos

    A vida segue, sempre segue. Trôpega, caótica, inundada de notícias aterrorizantes e atitudes questionáveis, para dizer o mínimo. Mas também segue criando e cultivando bálsamos para amenizar a dor que assola a todos, oxalá. Sim, essa dor é de todos nós, seres humanos viventes nesses tempos estranhos, dentro do planeta Terra. Ou deveria ser. Aqueles que não se sentem pertencentes ao momento estão enquadrados nas atitudes questionáveis citada acima. Estamos cansados, exaustos. Outro dia ouvi de um especialista que o nome disso é fadiga pandêmica e que está descrito nos anais da ciência. Muitas vezes sentimos que estamos sozinhos nesse sentimento, mas não, podemos sossegar, formamos uma multidão de exaustos, tristes, ansiosos, depressivos. Tantas companhias se não nos consola, pode nos amparar. Como diz um amigo querido, viver um momento histórico não é fácil. E falando em momento histórico, sempre digo que a humanidade dá três passos pra frente e dois pra trás. Fato. So...