Fim de ano se aproximando novamente. O tempo está passando tão depressa que custamos a perceber que mais um ciclo está prestes a se encerrar. Nesses tempos é hora de assistirmos aos mesmos filmes na TV, de vermos as mesmas reportagens sobre como usar o décimo terceiro salário, de sermos bombardeados com milhares de promoções imperdíveis para o Natal, de vermos as luzes iluminando casas e cidades, de sermos levados a refletir sobre o ano que passou e fazermos planos para o próximo. Todo ano eles fazem tudo sempre igual, parodiando Chico Buarque. Mas, apesar de ser uma época de muitos compromissos e correria, gosto muito desse clima de festas.
Lembro-me com saudades do tempo de criança, em que passávamos todo o mês de dezembro em contagem regressiva para o dia de Natal. Apesar de nunca ter acreditado em Papai Noel, a manhã do dia 25 sempre tinha um quê de magia, com cheiro de boneca nova, muitas guloseimas e família reunida para o almoço especial, que ainda hoje, mantém o mesmo cardápio. Claro que com a idade, o Natal perde um pouco da graça da infância, mas ainda sinto no ar uma energia diferente e tocante. Talvez seja o tempo chuvoso, que nos faz mais introspectivos, talvez apenas as doces memórias de criança, mas acho que é uma data propícia a milagres e que nos faz mais generosos e solidários.
Este ano teremos um assunto novo nos jornais, revistas e TV; segundo o calendário Maia, o fim do mundo se aproxima! Será? Muitas vezes já se vaticinou que o mundo iria acabar. De acordo com algumas profecias, nem no ano 2000 iríamos chegar, portanto, já estamos com 12 anos de prorrogação. Mas há aqueles que acreditam no apocalipse do dia 21 de dezembro próximo e alguns cientistas já estão preocupados com a possível ocorrência de suicídios em massa, como já ocorreu em outros tempos. Nenhuma possibilidade real e comprovada foi noticiada, ao contrário, a NASA insiste em afirmar que tudo isso não passa de interpretações equivocadas e especulações. Prefiro acreditar na ciência, mas...
Algumas pessoas mais espiritualizadas e estudiosas do assunto dizem que não é o mundo que vai acabar, mas que estaremos entrando em um ciclo de mudanças astrais, quânticas e magnéticas, que podem afetar nosso planeta e causar catástrofes naturais. Outros ainda afirmam que as mudanças serão internas, de percepção e de vibração energética e que de acordo como vemos o mundo, seremos afetados positiva ou negativamente. Acredito que só esperando pra ver. Mas que a espécie humana poderia aproveitar a onda pra tentar mudar alguns valores e comportamentos, não seria má ideia.
Um pouco mais de valorização da vida e um pouco menos de corrida ao tesouro perdido seria bem vindo. Um pouco mais de emoção e um pouco menos de luta pelo poder nos traria alívio. Um pouco mais de respeito ao planeta e um pouco menos de ignorância nos garantiria vida. Um pouco mais de nós e um pouco menos de mim nos abrandaria a alma. Um pouco mais de fé e um pouco menos de temor nos libertaria. Um pouco mais de compaixão e um pouco menos de competição nos traria paz. Um pouco mais de alegria e um pouco menos de dor nos levaria ao nirvana.
Espero que celebremos o Natal com paz e muita luz, esse ano e em muitos outros ainda. Alegres, tristes, realizados ou não, mas sempre dispostos a nos adaptar ás mudanças que não param de chegar!

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