Mais um mês de janeiro que inicia com tragédias causadas pelas chuvas. Todos os anos as notícias se repetem, às vezes nos mesmos lugares. Tragédias essas que poderiam ser evitadas se, as políticas públicas funcionassem, houvesse menos prevaricação e corrupção no setor público, as leis fossem rigorosamente cumpridas, o povo cuidasse do lugar onde vive, houvesse mais educação e respeito ao meio ambiente, o interesse coletivo fosse prioridade nas comunidades. Poderíamos ficar aqui elencando uma infinidade de ses. E enquanto isso a chuva, alheia à incompetência humana, cai sem remorsos nalguns lugares e cessa em outros, trazendo sofrimento e dor, perdas e incômodos pelo país afora.
Falar em meio ambiente não é só preservar a Amazônia ou lutar contra a caça às baleias. Essas com certeza são causas justas, que demandam a atenção de todos, mas meio ambiente é onde a gente está e onde podemos intervir. Não adianta se filiar ao Greenpeace e continuar a jogar lixo na rua; não adianta assinar petições públicas para regulamentar o selo verde da madeira e continuar a desperdiçar água ou desmatar nascentes. Não adianta se autodeclarar ecologista e deixar de assumir as responsabilidades que lhe cabe. Por menos que seja novidade, são atitudes simples e fáceis que fazem a diferença.
Claro que temos que cobrar dos poderes públicos os serviços básicos de saneamento básico. Água tratada, rede de esgoto e tratamento do mesmo, coleta de lixo e limpeza urbana são obrigações e não favores, e, embora isso tudo seja luxo em muitos lugares do Brasil, o nosso papel de cidadãos, nesse caso é cobrar. Mas em muitos casos podemos e devemos ser protagonistas. Separar o próprio lixo, evitar embalagens desnecessárias, apagar luzes dispensáveis, fechar torneiras. Simples atitudes que podem evitar grandes transtornos.
Por aqui, graças a Deus, não sofremos de grandes problemas ainda. Apesar do calor acima da média e da surpreendente falta de chuva, tudo vai indo sem maiores complicações. Mas até quando? Talvez se modificarmos nossos hábitos, poderemos nos manter a salvo por mais tempo. Lancemos, pois uma campanha: Salve o planeta, mas comece pelo seu quintal!
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