Inverno é sol amansado
Nuvens em escassez
Casacos, cachecóis, afago.
Aromas de aconchego
Regados a tinto vinho!
Inverno é azul anil
Dias que dormem cedo
Noites intermináveis
Ocasos ruborizados
Luas emolduradas!
E se numa anástrofe climática
a chuva se faz presente
Umedecendo a ventania
Ganhamos ares londrinos
Geadas e místicas névoas!
Invernia não é tristeza
É alma ensimesmada
Florescer de quereres.
O frio pede gente, quente
Inverno pede lar!

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