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Colheitas



Estou meio assustada com o poder desse meio virtual. Nunca tive nenhum problema em redes sociais, nem em compras pela internet. O que me anda causando espanto é a dimensão dessa rede, muitas vezes subestimada por nós. Vou explicar. Mantenho, além do meu blog, uma página pessoal no facebook e uma fan page de meu blog. Resolvi então dar uma impulsionada na página e divulgar a recente publicação de meu livro. De um dia para o outro o post foi visualizado por quase 20 mil pessoas e a página já contabiliza 1.400 fãs. Meu blog, sem propaganda paga, já beira os 19 mil acessos e meus textos no site da Câmara Brasileira de Jovens Escritores já passaram de 100 mil leituras.

Ainda não colhi nenhum retorno material desses números e nem sei se esta exposição vai se materializar de alguma forma. Mas é intrigante pensar que meus escritos já correram mundo afora à velocidade de um clic! Somando todos os números, posso dizer que aproximadamente 140 mil pessoas já leram algum texto meu. Grande coisa podem pensar alguns. Mas para uma professora e aspirante à escritora, colunista de um pequeno jornal, morando no interior de Minas e sem conhecidos no meio literário para dar um empurrãozinho, é sim uma grande coisa!

E o interessante nisso tudo é o retorno de algumas pessoas. Tenho recebido mensagens de leitores conhecidos e de outros completamente desconhecidos e isso é, no mínimo, um bom termômetro para avaliar o trabalho de escrever e a empatia com o público. E estou colecionando motivação para continuar a caminhada! Já descobri, por exemplo, que meu público é em sua maioria feminino. Não que eu escreva para mulheres, mas oito entre dez manifestações são delas. Descobri também que o mundo anda carente de poesia! Os poemas e textos mais poéticos são mais lidos e comentados. O mundo segue cru demais e palavras duras não encontram abrigo na maioria das pessoas. Queremos suavidade, mas sem perder a verdade de vista.

Hoje posso afirmar, sem afetações, que abri um canal de comunicação com o mundo. São 37 livros onde participo e um livro solo, além do meio virtual. Muito mais que vaidade, o sentimento que tenho experimentado é de gratidão, realização e de uma imensa responsabilidade. Uma sensação muito boa de estar cumprindo a missão de levar palavras que emocionam, tocam e faz refletir, a um número muito maior de pessoas, que sequer podia sonhar a tempos atrás.

Como já disse uma vez e hoje repito com mais propriedade, escrever é minha melhor forma de existir! E o que começou como um mero passatempo se transmutou em protagonista absoluto. Minhas palavras não me pertencem mais. Apartaram-se de mim e ganharam os corações daqueles que as leram e se apropriaram delas. E meu maior desejo hoje é que elas voem cada vez mais longe e voltem carregadas de bons sentimentos e alegrias. Oxalá!

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