Confesso que apesar de ser bióloga de formação, não levo muito jeito em cuidar de plantas e somente há pouco tempo que os animais de estimação passaram a fazer parte de meus interesses. Mas acho a natureza o máximo! Fico fascinada sempre com a perfeição que compõe esse planeta tão complexo e cheio de maravilhas. As florestas e suas milhares de interações, as profundas águas dos oceanos e seus mistérios, os microrganismos e suas inusitadas artimanhas, o corpo humano e suas primorosas engrenagens. Tudo no lugar certo, do jeito certo. Não tem como deixar de se encantar e muitas vezes se emocionar com tanta grandiosidade e precisão!
Mas como sempre na vida, tenho minhas preferências no jardim do planeta Terra. E meus encantamentos mais profundos vêm de fenômenos corriqueiros e pequenos seres que nunca foram alçados ao status de reis da selva. Pra mim, as borboletas são mágicas, os pirilampos preciosos, o mar e seu intermitente ir e vir é terapia e o arco-íris é capaz de colorir os dias mais cinzentos! Magia pura!
É absolutamente improvável que uma pequena e deselegante lagarta, que rasteja pela vida frágil e vulnerável, se transforme de uma maneira tão radical, tão definitiva! E, como num conto de fadas, onde a fada madrinha veste a princesa para a festa, surge a borboleta. Colorida, liberta, confiante e de uma elegância impecável. Acredito que sejamos como elas, capazes de nos metamorfosearmos em pessoas mais leves e coloridas, e assim, cumprirmos nossas missões nesta passagem pela vida!
Os pirilampos ou vaga-lumes se preferirem, carregam em si a luz que necessitam para guiar o seu destino. E assim também somos nós, muitas vezes incautos buscadores, que perseguimos a luz, sem saber que ela está em nós, em nossa alma, em nossa capacidade de amar! Podemos aprender com eles. Uma noite escura ornamentada com os pequeninos lampiões, é um presente aos olhos.
E o mar! Sempre paciente em realizar os movimentos que lhe foram imputados e que aos olhos desatentos podem parecer monótonos. Mas não são iguais, nem as ondas, nem as águas! Na verdade, o movimento do mar é pura renovação e levam ingredientes indispensáveis às vidas que dele dependem. E mais uma vez, nós também, muitas vezes, fazemos e refazemos os mesmos movimentos, e com eles vamos imprimindo nossas marcas no mundo e naqueles que nos cercam e para os quais somos vitais. E assim nos renovamos e nos reinventamos.
Quem é que não se deslumbra com a visão de um arco-íris? Como pode simples gotas d’água transformar nosso sol de cada dia em cores tão deslumbrantes? Dizem que no fim do arco-íris há um pote de ouro. Ninguém nunca chegou lá pra conferir, mas um facho de cor em nosso horizonte, num dia qualquer, é capaz de despertar alegria infantil e genuína em qualquer pessoa. Não há como ficar indiferente. E ele está sempre nos dizendo que, coisas comuns, sentimentos simples e vidas aparentemente sem graça, guardam momentos mágicos e coloridos, basta parar e observar! Hoje vi um arco-íris e meu dia foi mais feliz!
Pois bem, a natureza é sábia e guarda lições indeléveis para quem quiser percebê-las. Particularmente é a prova incontestável da existência de Deus. Então se sirva à vontade, pois a paleta é rica em nuances! Voilá!

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