Comentário recebido no blog na postagem Naquele dia...
Cara Junia.
Eu convivi, SEM PARTICIPAR, dos acontecimentos de 1964. É preciso, antes de tudo e sempre, ouvir e analisar ambos os lados. Excessos houveram, é certo. Porem, minha jovem, se não acontecesse as providencias enérgicas das Forças Armadas naqueles tempos, com certeza poderíamos ser hoje iguais a uma Cuba ou Coréia do Norte. Sendo assim não teríamos (entre outros tantos direitos) a liberdade de expressar nossos sentimentos e entendimentos. A democracia de hoje é que permite a você divulgar esse artigo na mídia, nos jornais, nas ruas. Houve sacrifício, sim, porem temos liberdade de expressão, agora.
Se aqueles que divulgam hoje o sofrimento de ontem tivessem obtido êxito, não seriam eles e seus companheiros novos Lenin´s ou Castro´s?
Repito, estude e ouça os dois lados com isenção de ânimos, a história verdadeira desde o principio e se ainda mantiver a sua opinião, é a democracia de hoje que permite. ( comentário anônimo)
Senhor anônimo,
Achei que seu comentário merece algumas considerações. Não participei dos acontecimentos de 64, mas esse é um assunto que me toca profundamente. Não pela ditadura ter sido de direita ou militar, mas por ser ditadura. A ordem é humana, não ideológica ou partidária. Qualquer manifestação de força, de qualquer cor, é nefasta e deve ser combatida. Qualquer tipo de tortura, com qualquer fim, deve ser denunciada e abolida sem relativizações. Nada justifica o que aconteceu aqui, nada justifica o que aconteceu na República Soviética, nada justifica o que ocorre em Cuba, nem na Coréia do Norte, nem em lugar nenhum desse mundo que priva os cidadãos de sua liberdade.
Se em nossa história, tivéssemos vivido uma ditadura de esquerda ou comunista, a minha aversão seria a mesma. Já li muito sobre o tema e se as minhas considerações são contra o regime militar, é somente porque foram eles os donos do poder naquele momento, nada mais que isso. Não reverencio nenhum ditador e defendo a liberdade sempre!
A democracia deve ser sempre intocável! A convivência pacífica na diversidade é possível!
Obrigada pelo comentário,
Júnia Paixão
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