Estou aqui, de frente à folha em branco e sem saber o que escrever. O mundo está cheio de notícias, a vida cheia de indagações e não consigo pensar em nada, as palavras fazem greve de mim. Poderia falar de futebol, assunto da hora e atual overdose midiática; poderia falar de corrupção, assunto sempre em voga em nosso país; poderia ainda falar da falta de água, da sofrível e sofrida educação brasileira, da saúde em nosso país que teima em não sair do estado de coma. Assunto não falta, você pode alegar!
Não falta mesmo. Haja vista os milhares de jornais, telejornais e revistas que circulam diariamente recheados de assuntos diversos. Mas ando em crise com o mundo atual, com as notícias cruas e desagradáveis, com o sangue que escorre nas páginas policiais, com as artimanhas políticas que enjoa e envergonha, com os egos inflados e a ignorância que reina. “Pare o mundo que eu quero descer!”, eu também Raul.
Ando de coração blindado, de alma vacinada contra as mazelas repetitivas e perpétuas. Ando intolerante com discursos ocos e oportunistas, de posturas equivocadas e tortas, de dedos em riste demais e autocrítica de menos. Gosto de desafios, de um bom debate de ideias, de pelejar, mas a mesmice me tira a graça e me desbota a esperança. Minhas retinas andam vendo o mundo em preto-e-branco, com alguns parcos pontos de cor.
Mas a vida é assim mesmo, uma roda gigante, uns dias lá em cima, outros cá embaixo. Acredito não precisar de longas sessões de terapia, não por isso! Logo, uma pequena alegria me encanta e colore novamente os meus olhos. Sempre fui muito persuasiva comigo mesma na busca de motivos para sorrir, e assim novamente será! Oxalá!

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