Num dia em que morri
Era manhã de verãoFazia calor escaldante
E a tristeza me assassinou
Numa noite em que morri
Madrugada longa de outono
Uma brisa cortava o ar
E a angústia me sufocou.
Numa tarde em que morri,
Eram cores de primavera
As flores desfilavam duetos
E a desesperança me aniquilou.
Num inverno em que morri
Sopravam ventos cortantes
O frio espantava os sorrisos
E a decepção me aplacou.
Foram muitas as minhas mortes
Nas várias estações que existi
De dores, saudades, amores
Mortes morridas ou suprimidas
Mas de todas, minh’alma fênix
Mesmo mutilada, renasceu.
Metamorfoseando vida em versos
Na poesia [meu talismã]
... sobrevivi.

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