Mais uma vez o tempo nos atropela e o fim do ano bate à nossa porta e nos pega com a sensação que passou tudo depressa demais. Lembro que ano passado tive a percepção de que o ano fora, além de rápido, mais difícil que o normal, com energias mais densas. Começo a suspeitar que talvez essa percepção não seja do ano, mas do século ou milênio, pois estou sentindo a mesma coisa agora. Ou talvez, ainda, seja o contexto em que estamos inseridos (ou eu) que nos coloca nessa aceleração contínua. Preciso refletir sobre isso!
O fato é que, se 2013 me pareceu uma turbulência, 2014 foi um poderoso abalo sísmico. Não no sentido negativo e destruidor que um terremoto tem, apesar de problemas de toda ordem, mas pela característica dele de sacudir tudo, tirar as coisas do lugar, impelir à mudança obrigatória. Mudamos nas adversidades, mais que na serenidade, pois na urgência de se adaptar as únicas opções são mudar ou sucumbir.
Esses dias comemorei mais um ano de vida e me deparei no espelho com uma pessoa diferente, mais emocional do que de costume. Nunca fui de me emocionar fácil e ultimamente me pego chorando à toa, com alegrias mais do que com as tristezas, com as delicadezas da vida mais do que com as grandiosidades. Desconfio seriamente que a poesia, que nos últimos anos se instalou em minha vida de uma maneira definitiva, tenha me transformado na manteiga derretida que nunca fui, mas que agora se apresenta. Ou talvez seja apenas a idade, que numa generosa oferta em troca da juventude, nos doa olhos mais atentos e coração mais misericordioso.
O fato é que, nesses tempos de incompreendida rapidez e intensidade, é preciso estabelecer prioridades e filtros. Creio que aqueles que conseguem tal façanha, sigam com mais calma a toada da caminhada. Ainda não cheguei lá, mas sigo pelejando e já subi alguns degraus na faina de abandonar a ansiedade desenfreada e a falsa ideia que precisamos dar conta de tudo todo o momento. Não temos e nem podemos.
Mas esse ano de 2014 talvez fique tatuado em minha memória, por ter me ensinado uma valiosa lição, que já sabia, mas não seguia: nada está sobre o nosso domínio e absolutamente tudo pode acontecer com qualquer um de nós, somos todos igualmente vulneráveis! Quem detém o controle remoto de nossa existência (chamo de Deus, mas você pode dar o nome que quiser) sabe o que faz e precisamos confiar e nos preparar, tudo tem o tempo certo e sabemos muito pouco sobre isso.
Esse ano convivi com pessoas inspiradoras que me ensinaram muito. Vi surgir talentos raros e de profunda riqueza que me encantaram extremamente. Colhi bons frutos das sementes que deixo pelo caminho e senti que peguei a trilha certa. Mas, sem dúvidas o que me arrebatou e renovou minhas esperanças na vida e na força dos sonhos, foi um lindo milagre que cresce vigorosamente a cada dia, é portadora de uma grande felicidade e que ainda vai passear muito pelas palavras dessa tia, agora chorona! Obrigada vida, pelo presente!
O fato é que, nesses tempos de incompreendida rapidez e intensidade, é preciso estabelecer prioridades e filtros. Creio que aqueles que conseguem tal façanha, sigam com mais calma a toada da caminhada. Ainda não cheguei lá, mas sigo pelejando e já subi alguns degraus na faina de abandonar a ansiedade desenfreada e a falsa ideia que precisamos dar conta de tudo todo o momento. Não temos e nem podemos.
Mas esse ano de 2014 talvez fique tatuado em minha memória, por ter me ensinado uma valiosa lição, que já sabia, mas não seguia: nada está sobre o nosso domínio e absolutamente tudo pode acontecer com qualquer um de nós, somos todos igualmente vulneráveis! Quem detém o controle remoto de nossa existência (chamo de Deus, mas você pode dar o nome que quiser) sabe o que faz e precisamos confiar e nos preparar, tudo tem o tempo certo e sabemos muito pouco sobre isso.
Esse ano convivi com pessoas inspiradoras que me ensinaram muito. Vi surgir talentos raros e de profunda riqueza que me encantaram extremamente. Colhi bons frutos das sementes que deixo pelo caminho e senti que peguei a trilha certa. Mas, sem dúvidas o que me arrebatou e renovou minhas esperanças na vida e na força dos sonhos, foi um lindo milagre que cresce vigorosamente a cada dia, é portadora de uma grande felicidade e que ainda vai passear muito pelas palavras dessa tia, agora chorona! Obrigada vida, pelo presente!
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