Esta última semana minha caixa de e-mails ficou lotada de propagandas da Black Friday, tradição norte-americana que aportou em terras tupiniquins, sempre abertas às importações de frivolidades estrangeiras. Tudo bem, umas bobagens importadas não mata ninguém, mas se é pra imitar, que se imite tudo e não se coloque dentro do pacote, o jeitinho questionável que nos é peculiar. Ando mesmo insuportavelmente cansada dessa malandragem instituída nesse país! Em muitos casos a sexta-feira negra de descontos no varejo, não passou de mais uma pegadinha do comércio brasileiro pra enganar ávidos consumidores incautos e foi apelidada de Black Fraude. Triste!
Tem momentos em que as páginas dos jornais me parecem surreais. São tantas notícias estapafúrdias e absurdas, que beiram a caricatura. Mas o triste é que não são brincadeiras de gosto duvidoso, são retratos de uma cultura pífia, deixada talvez por nossos ‘colonizadores’ e perpetuada por aqui ao longo desses 514 anos de existência dessa nação. Há oásis nesse deserto, ainda creio! Mas a esperteza maléfica, principalmente quando se trata da coisa pública, é fato inconteste e está disseminada nos quatro cantos desse Brasil continental, em absolutamente todas as esferas.
E o pior de tudo é que, nesse samba do crioulo doido que eleva a lei de Gerson a decreto máximo da nação, aqueles que querem fazer a coisa certa são taxados de otários e mal vistos como encrenqueiros e tolos. Continuo compartilhando da definição de ética de Cortella, responda a três perguntinhas: posso? Devo? Quero? Nesse país tem muita coisa legal juridicamente, mas que passa a anos-luz de ser legal eticamente. Mas valores éticos e bom senso estão tão em baixa por aqui quanto a nossa economia atual!
E as arbitrariedades? Um show à parte! E não são casos isolados, os poderosos formam verdadeiros cartéis pra garantir que estarão a salvo das garras de nossas frágeis e obsoletas leis, mesmo que sejam pegos com a boca na botija, com a mão grande em ação, ou simplesmente infringindo as regras, a turma é acionada e tudo termina em pizza! Aquele recente caso do juiz é a cara desse Brasil caricato e sem nenhum escrúpulos, e igual a esse magistrado que se acha acima do bem e do mal temos um exército de almofadinhas e condecorados senhores e senhoras.
Voltando às importações, fica aqui um palpite. Que tal importarmos o tratamento dado à educação na Coréia do Sul ou Finlândia? A vergonha na cara dos políticos japoneses? A civilidade urbana dos ingleses? A organização social do Canadá? A democracia e os serviços públicos dos norte-americanos? A consciência de consumo dos franceses? A sustentabilidade da Suíça? O transporte público do Japão ou da Rússia? O respeito ao patrimônio cultural da Itália? Bons exemplos não faltam para nos inspirar! Fica a dica!
E o pior de tudo é que, nesse samba do crioulo doido que eleva a lei de Gerson a decreto máximo da nação, aqueles que querem fazer a coisa certa são taxados de otários e mal vistos como encrenqueiros e tolos. Continuo compartilhando da definição de ética de Cortella, responda a três perguntinhas: posso? Devo? Quero? Nesse país tem muita coisa legal juridicamente, mas que passa a anos-luz de ser legal eticamente. Mas valores éticos e bom senso estão tão em baixa por aqui quanto a nossa economia atual!
E as arbitrariedades? Um show à parte! E não são casos isolados, os poderosos formam verdadeiros cartéis pra garantir que estarão a salvo das garras de nossas frágeis e obsoletas leis, mesmo que sejam pegos com a boca na botija, com a mão grande em ação, ou simplesmente infringindo as regras, a turma é acionada e tudo termina em pizza! Aquele recente caso do juiz é a cara desse Brasil caricato e sem nenhum escrúpulos, e igual a esse magistrado que se acha acima do bem e do mal temos um exército de almofadinhas e condecorados senhores e senhoras.
Voltando às importações, fica aqui um palpite. Que tal importarmos o tratamento dado à educação na Coréia do Sul ou Finlândia? A vergonha na cara dos políticos japoneses? A civilidade urbana dos ingleses? A organização social do Canadá? A democracia e os serviços públicos dos norte-americanos? A consciência de consumo dos franceses? A sustentabilidade da Suíça? O transporte público do Japão ou da Rússia? O respeito ao patrimônio cultural da Itália? Bons exemplos não faltam para nos inspirar! Fica a dica!
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