Que pensa que me conhece
Sinto muito em informar-te
Que do livro que me define
Não traduzi nem a metade
Não venha apontar-me dedos
Que sou feita de incompletudes
E, mesmo garimpando certezas [há décadas]
Olho-me no espelho, e não raro
O que vejo são apenas medos
A você
Que acha que me conhece
Digo-te sinceramente que
Inda não sei tudo que me faz
Sigo apaziguando inquietudes
Sou quebra-cabeças
De peças esparramadas
Apenas deixo rastros, pistas
Pelos caminhos que tateei
Pelos atalhos que não ousei
A você
Que quer saber de mim
Posso indicar o caminho [talvez o único]
Estou inteira nas entrelinhas
Das palavras que semeei
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