Tem pai que se acha jogado pra escanteio e diz que mãe é que tem prioridade. Tem pai que assume muito mais que mãe. Tem pai que é lei e tem a última palavra. Tem pai que mete medo. Tem pai que não está nem aí. Tem pai que nem mesmo dá nome aos filhos. Tem pai que é pura razão. Tem pai coruja e babão, apaixonado pelos filhos. Tem pai de todo jeito e pra todo gosto. Verdade é que os pais de agora estão muito mais participativos e atuantes. Trocam fraldas, dão banho e compartilham todas as atividades que outrora eram papel de mãe. Oxalá! Os filhos agradecem. A célebre frase, ‘vou contar para o seu pai’, muito usada por mães combalidas da luta diária com suas crias, e que colocava fim à choradeira, à pirraça ou à rebeldia dos adolescentes, é coisa do passado (ao menos espero que sim)!
Nunca ouvi essa frase. Aliás, caberia melhor o ‘vou contar pra sua mãe’! Meu pai sempre foi e ainda é mais coração que lei. Deixasse minha mãe por conta dele, acho que nunca escutaríamos um não. Guardo em minha memória, no compartimento das doces lembranças, um caso lindo e inusitado: quando fiquei ‘mocinha’, o que já era aguardado ansiosamente, pois sou a filha mais velha, liguei pra ele no escritório pra contar a novidade e ele veio pra casa trazendo um pacote de absorvente embrulhado em papel de presente; claro que primeiro esparramou o ocorrido pra deus e todo mundo e não poupou nem mesmo o atendente da farmácia! Coruja de carteirinha!
Os pais (pai e mãe apesar do próximo dia ser o deles) são essenciais, não importa a idade que temos. Sejam como forem, somos mosaicos deles, embaralhado com o que colhemos sozinhos pela vida. Todos os momentos e mesmo aquilo que fizeram e que jurávamos que não faríamos nunca com nossos filhos (e acabamos por repetir, rs) acaba virando saudade de um tempo que ficou pra trás. Mesmo quando nos desvencilhamos deles e assumimos a nossa história, continuam o esteio onde nos ancoramos nas tempestades e pra onde primeiro ligamos em caso de boas novas. Mesmo quando invertemos os papéis e nos tornamos os cuidadores, perdê-los é ficarmos pra sempre com o coração incompleto. São nosso acervo, nossa memória e nossa identidade.
Para os pais, de hoje ou de ontem, desejo amor, saúde e vida longa! Te amo pai! Te amo mãe!
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