A vida ensina. E é bom que estejamos abertos a aprender, caso contrário, o sofrimento é certo. Viemos pra essa jornada com esse intuito, aprender algumas lições indispensáveis a nossa evolução. Estamos de passagem, aqui não é nosso verdadeiro lar. Nem todos pensam assim, mas eu penso e estou cada dia mais convicta disso. A despeito das inúmeras teorias e crenças, o barco é o mesmo e temos que remar em frente, haja o que houver. A vida segue sempre, mesmo quando temos a vontade de parar tudo e nos aquietar em nossos pensamentos e sentimentos.
Desde que nascemos, tão frágeis e dependentes, aprendemos. Primeiro as coisas básicas para sobrevivermos. Alimentar, locomover, comunicar. Aprendemos sentimentos de proteção, carinho e cuidado. Depois, com o passar do tempo, as coisas básicas para sermos. Sermos alguém único, com características singulares e capazes de conviver. Talvez a maior lição de todas, conviver! Não somos ilhas, deveríamos ser pontes e quanto mais depressa entendemos isso, melhor. A princípio somos o centro do universo, tudo orbita ao nosso redor. Normal para bebês e crianças pequenas pensar assim. Mas, à medida que o tempo passa, abandonar essa perspectiva egocêntrica é de bom tom.
Muitas coisas me fizeram refletir sobre isso. O encontro súbito e sofrido com a nossa finitude e a fragilidade da vida foi uma delas. Nunca, por mais que pensemos, estamos preparados. Devíamos estar. Repito sempre em meus textos que somos todos vulneráveis e tudo pode acontecer com qualquer um de nós. A vida pode virar definitivamente em um átimo de segundo. Mas pensar é uma coisa, viver é outra. Lições e lições! É o que a vida nos oferece. Aprender é o que nos cabe. Não é pra isso que estamos nessa jornada? Mas, volta e meia nos esquecemos desse princípio básico e nos damos importância demais. A criança egocêntrica sempre nos ronda e ilude. Colocá-la no devido lugar só com muito amor, ou muita dor. Melhor que seja amor!
Enfim, ultimamente tirei uma lição e farei dela meu mantra. Talvez pendure essas palavras na porta do guarda-roupa ou outro lugar que veja todos os dias. Os grandes infortúnios da vida, desses a que estamos todos vulneráveis inexoravelmente, servem pra nos ensinar que as grandes (ou miúdas) tolices, às quais nos entregamos e deixamos que nos roube paz e energia vital, devem ficar no lugar delas. No lugar das coisas insignificantes. Pra merecer sofrimento tem que ter cacife e propósito. Aprende logo e para sempre! A vida é assim. É o que temos pra hoje.
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