“Um único momento de beleza e amor justifica a vida inteira”, disse Rubens Alves. E é verdade. Mas estamos sempre querendo mais. Querendo a perene alegria, a eterna sensação de plenitude, o ‘felizes para sempre’. E quando paramos para repensar a vida e para olhar um pouco ao nosso redor, nos damos conta que infelizmente [ou até felizmente] os contos de fada não existem. Por mais que sejamos felizes, sempre haverá momentos de tristeza e dor; ou por mais que sejamos infelizes, sempre haverá algum momento de intensa alegria e paz.
Quem não viveu, em algum momento, uma clara sensação de que, se a vida acabasse ali, naquele minuto, morreria feliz e realizado? Quem já não teve, ao menos uma vez, a certeza de que a sua vida não foi em vão? De certo que todo mundo já tenha se sentido assim, tão pleno e feliz, que todo o sofrimento e as pelejas do dia a dia, ficaram miúdos a ponto de não serem lembrados. E quem por ventura disser que nunca teve essa benção, é porque não pensou direito.
Você pode estar lendo esse texto e pensando, ela não me conhece e não sabe nada de minha luta. Não sei, mas sou uma boa observante de gente, gosto de perceber as pessoas e descobri que todo ser humano é feito das mesmíssimas emoções, boas ou más, nobres e medíocres. Portanto, caro leitor, posso apostar que mesmo que esteja atolado em amargura, em algum momento, ainda que breve, você já foi tomado pela felicidade. Sim, pois ela (a felicidade) não mora em palácios de ouro, em outros países, em grandes metrópoles apenas, ela mora dentro de nós, onde e como estivermos.
E afirmo isso sem chance de errar, pois no fundo, precisamos de muito pouco para ser felizes. Nós é que gostamos de complicar e colocar nossa felicidade em mãos alheias ou em coisas difíceis de alcançar. Quem já não ouviu aquela célebre frase “Era feliz e não sabia?”, muitas vezes a gente não sabe mesmo, pois colocamos a dita num pedestal tão alto e inalcançável, com modelos tão equivocados e distantes, que as nossas pequenas realizações e vitórias ficam deslembradas de nós.
A vida é um rio. Momentos de remansos, outros de corredeiras. Fases mais límpidas, outras mais turvas. Leitos mais planos, outros mais pedregosos. Normal, com todo mundo é assim. Eu não conheço uma vivalma que nunca tenha enfrentado perrengues na vida, seja de qualquer ordem. E conheço sim fulanos que tinham tudo para ser muito felizes e não o são de fato, como existem milhares de pessoas que tudo tinham para serem os mais desventurados e cultivam a arte da leveza e do sorriso. A mente humana é um verdadeiro mistério!
Talvez o Nirvana não exista de fato, ao menos longe dos templos budistas. Ou talvez seja tão comezinho que não o reconheçamos como tal. Acredito mais nessa segunda alternativa. Façamos então nosso álbum de momentos felizes, belos e capazes de nos arrebatar! Lembrá-los faz a vida ficar mais leve!
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