Na minha casa eu guardo quem sou,
Procuro quem era e me perco na esquina das minhas lembranças.
Na minha casa eu tranco os desejos inconfessáveis,
Baús encerram meus monstros, que saem à noite pra passear.
Na minha casa escondo meus sonhos perdidos, roubados.
Nas gavetas da alma eles moram esquecidos de mim.
Na minha casa eu percorro caminhos retos, elípticos,
Parábolas, hipérboles inexatas em curvas cônicas e cômicas.
Na minha casa sou fada, sou bruxa, sou nua, sou tudo e sou nada.
Exponho minha ira contida, eu grito, eu choro, eu sofro e silencio.
Na minha casa minha dor flutua etérea
Pelos corredores escuros ela me assombra de noite
E de dia...

Comentários
Postar um comentário
Leitores, deixem seus comentários e impressões: