Globalização! Fenômeno de integração internacional de caráter econômico, cultural e social que se intensificou nas últimas décadas com o advento da tecnologia. O surgimento das ferramentas de comunicação fez do mundo um lugar de todos e a rapidez e facilidade de acesso à informação, aproximou povos, disseminou costumes e nos colocou no mesmo barco. Claro que esse processo não começou com a internet. Desde que o mundo é mundo, as nações precisam umas das outras, ao menos comercialmente. Uns mais, outros menos, mas a interdependência entre os países sempre existiu e se confunde com a história da humanidade.
Até um passado bem recente, pensávamos ser a globalização um caminho sem volta e ingênuos que somos, mirávamos um futuro de cooperação e paz entre os povos, caminho intricado, mas possível. Depois de acompanharmos as muitas mudanças geoeconômicas mundiais desde o fim da segunda grande guerra, líderes mundiais de peso, em pleno século XXI, instalam retrovisores em seus governos e mudam a direção. Thereza May, primeira-ministra do Reino Unido, promete ativar o Brexit (saída do reino Unido da União Européia) a partir de março; Donald Trump, o inacreditável presidente dos EUA, trata questões de política internacional com uma irresponsabilidade apavorante; na França a candidata nacionalista de extrema direita Marine Le Pen, ganha força e promete reviravoltas. Cooperação e paz correm risco, e vai sobrar pra todo o mundo!
Mas é ele, Donald Trump, que por hora mais arregala os olhos do mundo com suas falas e performances questionáveis. Sentado desde o dia 20 de janeiro na cadeira mais poderosa do planeta, parece ainda estar num reality de gosto duvidoso vivendo o papel de um chefe arrogante e sem limites, que bate no peito e brada em alto e bom som “Comigo é diferente!”. Faz das redes sociais uma ferramenta de recados agressivos a líderes de diversas nações, amigas e nem tanto. Faz da caneta uma arma de proporções ainda imensuráveis, assinando decretos à revelia e bradando aos quatro ventos a supremacia da América! Em menos de um mês de governo já coleciona estremecimentos diplomáticos capazes de colocar a comunidade internacional em estado de alerta. Show de amadores como dizem vários analistas políticos. ‘American first’, e dane-se o resto do mundo!
Que possamos estar minimamente a salvo dessa insanidade! A nós brasileiros já bastam as bestialidades de nossos próprios políticos. Quando a gente pensa que a humanidade está evoluindo, engatam a marcha à ré! Apertem os cintos que a excursão promete muita emoção!
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