Vivemos tempos difíceis, é verdade! O noticiário nos dá conta de quão surreal é a situação de nosso país e de quanto o mundo anda cru e os valores morais invertidos. Podia ficar aqui, por páginas e páginas destilando todo o meu assombro e a minha desesperança diante de tão nefastos episódios. Confesso que ando constantemente com náuseas desse fedor de imundície que todo esse esgoto político empesteou os quatro cantos do Brasil. Mas, vamos falar de levezas! Merecemos algumas gotas de alegria diante de todo esse caos.
Vamos falar de poesia, de literatura, de música, de sorrisos, de envolvimento, de emoção, de beleza, de conhecimento, de descobertas, de histórias contadas e vividas. Isso tudo numa bucólica praça, numa pequena e acolhedora cidade, num final de semana de outono com temperatura amena e dia lindo. Bom, né? Pois foi isso que aconteceu por aqui, no final de semana do dia das mães, numa festa linda que fez a alegria de quem participou. A Flicar – Festa Literária de Carmo da Mata nasceu com a missão de oferecer alegria, conhecimento, emoção e cultura e, pelos sorrisos que pude observar, acho que ela cumpriu sua missão com sucesso.
Há uma célebre frase muito usada por ecologistas e administradores, e que acredito possa ser aplicada a tudo: ‘Pensar Global, fazer local’. A revolução começa no quintal de casa e é isso que a Flicar representa. O poder de transformação e de encantamento que a literatura produz, disponível logo ali na esquina, pra quem quiser aproveitar. O convite a poesia, a boa música, ao conhecimento compartilhado, ao despertar para um universo que nos fortalece e protege de todas as agruras que vivemos. Sem custos, sem obrigações, só chegar e colher.
E tudo isso me deixa uma imensa felicidade, que tenho certeza é compartilhada por todos aqueles que trabalharam ou contribuíram para que essa realização fosse possível. Ver adolescentes envolvidos com poesia, ver famílias inteiras orgulhosas de seus filhos, ver alunos mediando lindamente rodas de conversas com profissionais e estudiosos das letras, ver visitantes encantados com as belezas de nossa cidade, valeu cada minuto de trabalho, todo o cansaço e preocupação. Esses dias, com toda a certeza, ficarão guardados junto daqueles que valeram a pena ter vivido para ver acontecer!
Façamos a revolução do bem e a façamos aqui onde estamos e com as possibilidades que temos. É possível e é preciso. Nesses tempos de cruel incerteza e de desalento generalizado, oferecer oportunidades principalmente aos jovens é urgente. Muito há o que fazer! Sejamos semeadores da alegria e da cultura, nós merecemos!

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