E o tempo fez em mim uma senhora
Que carrega uma alma irrequieta
Não vou, encarcerada, ver a hora
De partir dessa aventura tão incerta
Não teço a mortalha que me encerra
Mas deixo para os meus um testamento
São pelejas da existência, paz e guerra
São poemas jogados contra o vento
E se acaso alguém de mim lembrar
Que seja em noites limpas de inverno
Com vinho tinto em taças a brindar
Se quiseres saber mais de meu andar
Espreita apenas aquilo que aprendi
E deixei escrito muito antes de partir
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