O sentido da vida sempre foi um tema que permeou e permeia minhas reflexões. Há muito tempo e a cada dia mais, ando em busca dessa resposta que, acredito, nos daria o rumo certo a tomar. Não a mim ou a você individualmente apenas, mas à humanidade que anda perdida, como aliás, sempre esteve. Eu ando de cabelo em pé com o norte que o mundo anda tomando. Ok que a história é feita de avanços e retrocessos, mas juro que acreditei que não veríamos mais nesse planeta tanta barbárie, tanta ignorância, tanta intolerância como grassa impunemente pelos quatro cantos. E o pior, com aplausos e milhares de seguidores!
“Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade. ” Essa frase atribuída a Albert Einstein talvez explique a minha ingenuidade em tentar associar o avanço tecnológico nas duas últimas décadas à evolução do ser humano. Achei realmente que mentes brilhantes capazes de criar máquinas e sistemas tão sofisticados, seriam capazes de olhar o outro com mais benevolência. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, infelizmente. E a tecnologia que vem modificando comportamentos e a biologia do homem, não é capaz de agir em sua essência nem mesmo propagar o bem. Nada muda há milênios quando se trata das desumanidades protagonizadas por nossa espécie, talvez as mudanças estejam apenas no poder de destruição das novas tecnologias.
Persigo a tentativa de obter respostas que me acalmem o pensamento. Leio aqui e acolá em busca de alguma pista. Não me adapto às respostas dogmáticas das religiões, nem na crença científica de que tudo é aleatório. Encontro alguns ecos de meus pensamentos e aflições em quase todos os lugares e até na falta completa de fé, e também em quase todas há tentativas simplistas e convenientes de explicar o sentido disso tudo que não me convencem. Ainda não encontrei a minha turma!
Mas a despeito da humanidade insana e da falta de respostas, tenho comigo teorias e crenças que construí ao longo desse meio século de existência. Acredito que apesar da experiência de vida ser absolutamente individual, nossa estadia está irremediavelmente ligada àqueles que nos cercam. O que fazemos, o impacto que causamos à vida dos outros, o bem e o mal que espalhamos, é o que nos redime ou condena. Acredito em vida após a morte, em vida além desse planeta tão pequeno e insignificante perante a vastidão do universo. Acredito em outras dimensões, em nossa natureza plena e abundante cruelmente podada por nossa própria soberba. Acredito que o inferno é a plena consciência de ter feito as escolhas erradas, consciência essa que só alcançamos em outro plano.
Ser único e individual, sem ser individualista. Agir com as ferramentas disponíveis com o olhar no coletivo, transformar o que está ao alcance. Cuidar de si, buscar conhecimento e autoconhecimento, manter o equilíbrio, se posicionar, respeitar os próprios limites e os limites do próximo, não impingir (e não permitir que o façam) ao outro o que não deseja para si mesmo, cultivar a sensibilidade e um ideal, refletir sobre a vida, exercitar a tolerância e o não julgamento. Isso é o que tenho tentado fazer para contribuir e para dormir em paz, mas sigo em busca de respostas. “Desde a aurora da civilização as pessoas não se dão por satisfeitas com a noção de que os eventos são desconectados e inexplicáveis. Sempre ansiamos por compreender a ordem subjacente do mundo. Hoje, ainda ansiamos saber por que estamos aqui e de onde viemos. ” Esse trecho do livro Uma breve História do Tempo, de Stephen Hawking, me dá o consolo de que não estou só nessa busca.
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