Nunca senti a maternidade como peso, apesar de inevitavelmente ser acompanhada por momentos difíceis e preocupantes. Quando nos damos conta da responsabilidade que é ser referência, ser porto seguro, ser a depositária de uma confiança inabalável por parte deles, aí muitas vezes pesa. Grande parte do tempo agimos por instinto e não conseguimos dimensionar o impacto de nossas ações em nossos filhos. Ainda bem! Se tivéssemos essa percepção clara e racional, talvez nos faltasse coragem.
Não gosto de mensagens melosas e melodramáticas no dia das mães, ‘Ser mãe é padecer no paraíso’..., nem tampouco idolatrias pontuais que colocam as mães num pedestal de virtudes. Mãe é gente, acerta e erra, faz o que pode e nem sempre age corretamente. Somos movidas a um amor imenso, a um instinto de preservação e proteção e isso nos faz fortes. Talvez esse seja o segredo das mulheres, a capacidade de gerar filhos, nos faz mais resistentes às intempéries da vida. Mulher é ser resiliente por natureza.
A partir do momento que concebemos um filho, nunca mais seremos sós. E sós no sentido de que nossos pensamentos e decisões, nossas escolhas de vida, sempre passam por eles. A gestação é perene no coração! Quando são pequenos e dependentes somos as provedoras de suas necessidades, quando crescem e voam somos a maior torcida pelo sucesso de seus planos, mas sempre somos colo, aconchego e segurança. Abraço de mãe salva! Colo de mãe é lugar de se refazer, é lar!
Sou grata à vida por me permitir ser mãe! Gerei três filhos e ganhei uma filha que completa minha experiência de maternidade nessa existência! Por eles não me permito perder a esperança e a fé na vida. Por eles me reconstruo sempre e planto sementes do mundo que acredito. Por eles procuro dar bons exemplos. Feliz dia das mães!

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