Sou leitora voraz e isso já é público. Amo ler e descobrir novas leituras, novos autores, gêneros diferentes. Há as fases das crônicas, dos contos e dos romances, sempre entremeadas com livros de poesia. E na minha caminhada literária, tenho conseguido, com ajuda da internet, do clube literário que assino, das redes sociais e das páginas que sigo uma diversidade de autores e títulos que não descobriria sozinha, nem se morasse dentro de uma livraria. E quanto mais variado é o cardápio, mais preciosidades descobrimos e mais conhecimento adquirimos. Toda leitura é válida, todo gênero pode trazer ensinamentos. Mas ainda tenho minhas resistências literárias. Me julguem!
Nunca compro nem leio nenhum livro cujo título comece com 'como' e afins. Autoajuda escancarada que já pelo título te promete ensinar algo imprescindível pra sua vida. Como ser milionária aos 30 anos! Como segurar seu amor! Como criar filhos para o mundo! Como ser uma profissional de sucesso! Blá, blá, blá.... Tô fora! Se a vida tivesse receita pronta éramos todos felizes e realizados! Excetuando, claro, os manuais práticos de cozinha, artesanato, costura, marcenaria, etc. Esses são legais.
Desconfio de autores que lançam 5 livros por ano! Produção em série! Geralmente esses têm uma relação próxima com os manuais de vida perfeita. Posam de sábios, têm respostas para todas as perguntas, vendem horrores, palestram país afora, viram modinha, e são muito rasos. Falam muito, dizem pouco, se repetem sempre. Respeito quem curte, mas morro de preguiça.
Romances românticos e açucarados! Não lia nem com 15 anos! Sabrina, Júlia e outros livros que eram (ainda são?) vendidos em bancas de revistas nunca fizeram a minha cabeça. Claro que uma boa história de amor é sempre bem vinda, mas dispenso os príncipes encantados. Prefiro sempre as histórias passíveis de existirem de fato. O mundo não é cor de rosa, as pessoas não são divididas matematicamente em mocinhos e vilões, felizes para sempre requer trabalho árduo!
Livros em que a arte das páginas vale mais que o conteúdo. Muita figura, cada página uma fonte diferente, se não for poesia concreta, não me atrai. Textos clichês que não acrescentam e não fazem refletir. Pode até ser bom passatempo, mas não se hospedam em minha cabeceira.
Fantasia! Gostava quando criança, mas assim mesmo com cautela, nem o fenômeno Harry Potter me seduziu. Mas esses eu admiro! A criatividade do autor em inventar reinos, monstros, magias e afins, apesar de não ser a literatura que leio, têm minha reverência! Prefiro textos com mais conexão com a realidade. Questão de gosto.
Sempre prefiro literatura nacional a estrangeira, principalmente poesia, mas leio todos que me caem nas mãos. Escolho drama ao romance, adoro crônicas, ensaios me cansam, prefiro contos mais curtos, a poesia me encanta, gosto de memórias e biografias. Os livros são bons companheiros, bons conselheiros, nos abrem horizontes e instigam o pensamento crítico. Pra distrair, se divertir, aprender, crescer, esquecer, estudar, se encontrar! Têm mil e uma utilidades, tem pra todos os gostos e há milênios nunca sai de moda! Vale a pena se desconectar de vez em quando e experimentar! Ainda não inventaram tecnologia mais transformadora!

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