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Ano novo, de novo!






2018 foi rápido como um raio e barulhento como um trovão, mas um novo ano se anuncia e com ele, como de praxe, fazemos planos, refletimos sobre o ano que passou, desejamos prosperidade e sonhos realizados. Mesmo que saibamos que a vida segue e que o tempo não para, há sempre um sentimento de renovação nesse momento. Esperamos dias melhores, mais serenos. A cada passagem de ano fica a pergunta: o que a vida nos reserva nesse novo tempo? 

Quando chegamos a uma determinada fase da vida, quando já vivemos o suficiente para não alimentar ilusões tolas e já convivemos melhor com a ideia de que não controlamos quase nada, o melhor exercício é focar no que depende de nós, exclusivamente. E é isso que pretendo fazer nessa virada, refletir sobre em que posso melhorar pra transformar a vida numa aventura mais leve, mesmo que tenha que enfrentar alguns momentos mais duros. 

Alguns propósitos eu compartilho aqui. Viver mais o presente do que esperar o futuro, regra básica, mas tão difícil de por em prática. Rechear meu ano de momentos alegres e descontraídos, bom papo, um vinho, amigos e música. Melhorar a gestão do tempo, menos redes sociais, mais livros e poesias; mais presença, menos distâncias. Criar menos expectativas, exercitar a tolerância e acreditar. Ser grata, sempre. Fazer mais do que esperar. 

Não é pouca coisa. Terei muito trabalho pra conseguir atingir as metas, pois a vida nos embola e quando assustamos, estamos no piloto automático novamente. Talvez todos os propósitos que coloquei possam se resumir a apenas um: viver mais conscientemente. Essa é minha busca interna: consciência perante a vida. Separar o caminho do atalho, as perdas dos livramentos, a bagagem alheia da que nos pertence, discernir necessidade de desejo, extrair a essência, cuidar do que realmente importa. Saber onde devemos investir energia e onde podemos poupar sofrimento. 

Que venha 2019! De uns tempos pra cá nutro mais simpatia por anos ímpares. Para além do crescimento e evolução pessoal desejo que sejamos surpreendidos por notícias menos assustadoras na política, que o planeta resista mais um pouco e que mais gente acorde, que tenhamos o mínimo de garantias nesse país, que a poesia não sucumba à realidade, que a arte e a cultura possam florescer e que sejamos fortes o suficiente para resistirmos, se preciso for!


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